Inflação sobe 0,64% no Brasil impulsionada pelos alimentos e combustíveis

A inflação no Brasil subiu 0,64% em setembro, impulsionada pela alta nos preços dos alimentos e dos combustíveis, ficando acima da taxa registada em agosto (0,24%), divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Inflação sobe 0,64% no Brasil impulsionada pelos alimentos e combustíveis

Inflação sobe 0,64% no Brasil impulsionada pelos alimentos e combustíveis

A inflação no Brasil subiu 0,64% em setembro, impulsionada pela alta nos preços dos alimentos e dos combustíveis, ficando acima da taxa registada em agosto (0,24%), divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse é o maior resultado para um mês de setembro desde 2003, quando o indicador foi de 0,78%.

Em 2020, a inflação no Brasil acumula uma subida de 1,34% e, em 12 meses, de 3,14%, acima dos 2,44% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

O IBGE frisou que a maior variação (2,28%) e o maior impacto (0,46 pontos percentuais) na inflação vieram do grupo alimentação e bebidas, que acelerou em relação ao resultado de agosto (0,78%), influenciado principalmente por alimentos para consumo no domicílio (2,89%), com o aumento nos preços do óleo de soja (27,54%) e do arroz (17,98%).

Juntos, arroz e óleo de soja tiveram impacto maior na inflação do mês passado (0,16 pontos percentuais) do que as carnes (0,12 pontos percentuais), cuja variação foi de 4,53%.

Segundo o gerente da pesquisa do IBGE Pedro Kislanov, a subida nos preços do arroz e do óleo está relacionada com a desvalorização do real face ao dólar e a maior procura interna.

“O câmbio num patamar mais elevado estimula as exportações. Quando se exporta mais, reduz os produtos para o mercado doméstico e, com isso, temos uma alta nos preços”, explicou Kislanov.

“Outro fator é procura interna elevada, que por conta dos programas de auxílio do Governo, como o auxílio emergencial, tem ajudado a manter os preços num patamar elevado. No caso do grão de soja, temos ainda forte procura da indústria de biodiesel”, acrescentou.

Além de alimentos e bebidas, seis grupos também tiveram uma subida de preços em setembro, com destaque para os artigos de residência (1%), os transportes (0,70%) e habitação (0,37%).

“Nos transportes, os combustíveis continuam em alta, principalmente a gasolina (1,95%), cujos preços aumentaram em todas as áreas pesquisadas, exceto Salvador”, explicou o gerente da pesquisa do IBGE.

Kislanov também considerou que o preço das passagens aéreas (6,39%) aumentou após quatro meses em queda, o que também teve impacto na inflação acumulada no grupo dos transportes.

Entre os grupos que tiveram redução nos preços, o gerente da pesquisa do IBGE destacou que o maior impacto negativo (0,09 pontos percentuais) ocorreu na categoria de saúde e cuidados pessoais, que também teve a menor variação (-0,64%) em setembro.

“Isso deve-se à queda de 2,31% nos planos de saúde privados. Em agosto, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu suspender a aplicação de reajustes aos contratos de planos de saúde para todos os tipos de planos até ao fim de 2020”, concluiu.

CYR // VM

By Impala News / Lusa

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