Inflação no Brasil cresce 0,86% e regista a maior taxa para fevereiro desde 2016

O Brasil registou inflação de 0,86% em fevereiro, a maior taxa para o mês desde 2016 e superior à do mesmo mês do ano passado (0,25%), informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Inflação no Brasil cresce 0,86% e regista a maior taxa para fevereiro desde 2016

Inflação no Brasil cresce 0,86% e regista a maior taxa para fevereiro desde 2016

O Brasil registou inflação de 0,86% em fevereiro, a maior taxa para o mês desde 2016 e superior à do mesmo mês do ano passado (0,25%), informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os preços em fevereiro registaram uma subida de 0,61 pontos percentuais em relação a janeiro (0,25%), resultado impulsionado pelo setor de transportes (2,28%), principalmente pelo aumento nos preços dos combustíveis.

A inflação brasileira acumula um aumento de 1,11% no ano e, em 12 meses, de 5,20%, acima dos 4,56% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

A meta fixada pelo Governo do país para este ano é de 3,75% com margem de tolerância de 1,5 pontos percentuais, podendo variar entre no mínimo 2,25% e no máximo 5,25%.

Com subida de 7,11%, a gasolina foi o item que mais teve impacto no indicador e respondeu por 0,36 pontos percentuais da inflação registada em fevereiro.

“Temos tido aumentos no preço da gasolina, que são dados nas refinarias, mas uma parte deles acaba sendo repassada ao consumidor final. No início de fevereiro, por exemplo, tivemos um aumento de 8%, e depois de mais de 10%. Esses aumentos subsequentes no preço do combustível explicam essa alta”, frisou o gerente da pesquisa do IBGE, Pedro Kislanov, num comunicado.

Da mesma forma, os preços do etanol (8,06%), diesel (5,40%) e gás natural para veículos (0,69%) registaram fortes aumentos no período.

Além de transportes, os setores de educação e saúde e cuidados pessoais também contribuíram para a aceleração do indicador em fevereiro, com avanços de 2,48% e 0,62%, respetivamente.

Por outro lado, os preços dos alimentos e bebidas, que pressionaram a inflação por vários meses no ano passado, desaceleraram pelo terceiro mês consecutivo e ficaram em 0,27%, abaixo dos níveis registados em novembro (2,54%), dezembro (1,74%) e janeiro de 2021 (1,02%).

A inflação no Brasil em 2020 foi pressionada justamente pelo aumento de 14,09% nos preços dos alimentos, que começaram a desacelerar em janeiro deste ano.

O Brasil, maior economia da América do Sul, encerrou 2020 com inflação de 4,52%, a maior desde 2016 (6,29%).

CYR // LFS

By Impala News / Lusa

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