Grupo espanhol dono do Minipreço baixa prejuízo para metade em 2020 para 364 ME

O grupo espanhol Dia, dono do Minipreço em Portugal, fechou 2020 com prejuízo de 364 milhões de euros, quase metade do alcançado no ano anterior (790,5), tendo mantido a faturação estável, apesar do encerramento de 7% dos seus estabelecimentos.

Grupo espanhol dono do Minipreço baixa prejuízo para metade em 2020 para 364 ME

Grupo espanhol dono do Minipreço baixa prejuízo para metade em 2020 para 364 ME

O grupo espanhol Dia, dono do Minipreço em Portugal, fechou 2020 com prejuízo de 364 milhões de euros, quase metade do alcançado no ano anterior (790,5), tendo mantido a faturação estável, apesar do encerramento de 7% dos seus estabelecimentos.

No meio de um processo de reestruturação, a empresa informa, nos resultados anuais enviados hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários (CNMV) espanhola, que as suas vendas líquidas atingiram 6.882 milhões de euros, mais 0,2% do que em 2019.

Por outro lado, o grupo multinacional de distribuição alimentar com estabelecimentos em Espanha, Portugal, Brasil e Argentina, reduziu no ano passado a sua mão-de-obra em 3% (menos 1.172 trabalhadores), para 38.616 trabalhadores.

O grupo Dia, cujo principal acionista é o bilionário russo Mikhail Fridman, com uma participação de 76%, iniciou em 2020 “a segunda fase do plano de reestruturação” delineada pelos seus gestores, que inclui o desenvolvimento da sua proposta de valorização comercial e a melhoria da diversidade de produtos, concentrando-se nos alimentos frescos e na sua marca de produtos branca.

Os estabelecimentos da empresa continuaram a sofrer um processo de “racionalização” em 2020, com 6.169 supermercados (56% detidos e os restantes franchisados).

A Espanha lidera as estatísticas com 3.918 lojas, seguida da Argentina, com 907, do Brasil, com 779, e de Portugal, com 565.

Do saldo líquido de 457 lojas encerradas, 318 foram no mercado espanhol, 101 no brasileiro, 27 no argentino e 11 no português.

Apesar de ter menos estabelecimentos, em Espanha o DIA conseguiu aumentar as suas vendas líquidas em quase 8%, para 4.509 milhões de euros, e em Portugal cresceu mais 6% para 630 milhões.

Em contrapartida, no Brasil, o seu rendimento líquido caiu mais de 21%, para 930 milhões, e na Argentina contraiu 11%, para 814 milhões, afetado em ambos os casos pela desvalorização da sua moeda local.

FPB // EA

By Impala News / Lusa

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