Governo moçambicano projeta crescimento do PIB em 2,1% no próximo ano

O Governo moçambicano projeta a retoma gradual do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) numa taxa de 2,1% no próximo ano, apesar da covid-19 e da guerra no norte do país, informou hoje o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane.

Governo moçambicano projeta crescimento do PIB em 2,1% no próximo ano

Governo moçambicano projeta crescimento do PIB em 2,1% no próximo ano

O Governo moçambicano projeta a retoma gradual do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) numa taxa de 2,1% no próximo ano, apesar da covid-19 e da guerra no norte do país, informou hoje o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane.

“Isto são projeções na base de pressupostos e os pressupostos podem sempre falhar”, alertou o governante, destacando as incertezas criadas pela covid-19 e pela violência armada na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.

Adriano Maleiane falava durante um encontro com uma comissão parlamentar na Assembleia da República para debater o Orçamento de Estado para 2021 e o respetivo Plano Económico e Social.

“O cenário é feito tendo em conta a situação de Cabo Delgado”, frisou o governante.

Nas projeções do Governo para o próximo ano, na maioria dos setores, as projeções do Governo apontam para uma recuperação, com destaque para agricultura, com 4%, e construção, com 3%, segundo Adriano Maleiane.

As projeções do Governo moçambicano coincidem com os dados do Fundo Monetário Internacional e do Standard Bank, que estimam uma expansão do PIB de 2,1%.

Por outro lado, a consultora Economist Intelligence Unit (EIU) prevê uma recuperação de 1,2% para Moçambique em 2021, devido aos impactos da pandemia de covid-19.

Em meados de outubro, o Governo moçambicano submeteu ao parlamento uma proposta de Orçamento Retificativo revendo em baixa a taxa do PIB para este ano, que passou do indicador de 2,2% projetados em abril para 0,8 até ao final deste ano.

A revisão em baixa foi justificada pelo impacto da pandemia de covid-19 e por despesas militares com a violência armada que já fez cerca de 2.000 mortes e 435.000 pessoas deslocadas em Cabo Delgado (norte).

EYAC // JH

By Impala News / Lusa

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