Governo angolano consciente que poupança interna impede pleno êxito de privatizações

A ministra das Finanças de Angola disse hoje, em Luanda, que o executivo angolano tem consciência de que a poupança interna é ainda insuficiente para assegurar o êxito pleno do Programa de Privatizações (Propriv).

Governo angolano consciente que poupança interna impede pleno êxito de privatizações

Governo angolano consciente que poupança interna impede pleno êxito de privatizações

A ministra das Finanças de Angola disse hoje, em Luanda, que o executivo angolano tem consciência de que a poupança interna é ainda insuficiente para assegurar o êxito pleno do Programa de Privatizações (Propriv).

Segundo Vera Daves de Sousa, na abertura do III Fórum de Mercado do Mercado de Capitais, promovido pela Comissão de Mercado de Capitais e parceiros, o executivo angolano acredita que a reestruturação em curso do setor empresarial do Estado, a cargo do Instituto de Gestão de Ativos e Participações do Estado (IGAPE), dará um forte contributo para racionalizar o uso dos recursos públicos e para estimular a economia.

Para a ministra, nessa reestruturação insere-se o Propriv, que por sua via, bem como do Projeto de Apoio ao Crédito (PAC) e do Plano de Ação e Promoção da Empregabilidade (PAPE), o executivo procura imprimir, na prática, maior qualidade à gestão das finanças públicas, dando espaço e oportunidade ao setor privado, para que cumpra o seu papel em prol do crescimento económico.

A governante angolana frisou que o ambiente de negociação proporcionado pela Bolsa de Valores e Derivativos de Angola (Bodiva) será uma das plataformas mais importantes para a boa materialização do Propriv.

“Será alienada em bolsa uma parte significativa dos ativos detidos pelo Estado, não tanto pelo número de empresas, cerca de uma em cada cinco do universo de 195, mas pela atratividade dos setores em que atuam e pelo seu volume de negócios”, referiu Vera Daves de Sousa.

Por ter consciência da insuficiência de poupança interna para assegurar o êxito do Propriv, o executivo angolano procedeu às necessárias alterações regulamentares relativas à participação dos investidores não-residentes cambiais no mercado de capitais, procurando alargar a base de investidores.

“Vão nesse sentido, a dispensa de um licenciamento prévio dos investidores não residentes cambiais junto do Banco Nacional de Angola, que passam também a dispor de um quadro mais favorável para a movimentação da conta capital”, disse a ministra.

Na quinta-feira, o IGAPE vai proceder à apresentação pública das Contas do Setor Empresarial Público referentes a 2018.

Relativamente ao mercado de capitais, tema do fórum, a governante exortou a Comissão de Mercado de Capitais para que continue a perseguir a excelência no seu desempenho, de modo a assegurar a proteção dos investidores, a sã concorrência e a segurança jurídica dos intervenientes no mercado, bem como a prevenção do risco sistémico, com vista à solidificação da confiança no sistema financeiro nacional.

“É também fundamental que a Bodiva e todos os membros do mercado se tornem cada vez mais atrativos para os eminentes e investidores, proporcionando-lhes, com inovação e segurança, os negócios adequados à nossa realidade”, sublinhou a ministra.

NME // LFS

By Impala News / Lusa

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