Galp não adianta dividendos no segundo semestre e deixa 2021 em aberto

A Galp não vai fazer o adiantamento dos dividendos de 2020 durante o segundo semestre, deixando a distribuição em 2021 em aberto, segundo o comunicado da empresa acerca dos prejuízos semestrais de 22 milhões de euros.

Galp não adianta dividendos no segundo semestre e deixa 2021 em aberto

Galp não adianta dividendos no segundo semestre e deixa 2021 em aberto

A Galp não vai fazer o adiantamento dos dividendos de 2020 durante o segundo semestre, deixando a distribuição em 2021 em aberto, segundo o comunicado da empresa acerca dos prejuízos semestrais de 22 milhões de euros.

“A proposta do dividendo integral relativo a 2020 será anunciada tendo em consideração os resultados anuais, cuja divulgação é esperada no primeiro trimestre de 2021” e que “não será efetuada qualquer distribuição interina no segundo semestre”, pode ler-se no comunicado hoje emitido pela Galp para informar dos prejuízos de 22 milhões de euros no primeiro semestre.

Os dividendos relativos aos resultados de 2020 tinham sido pagos em setembro de 2019, num adiantamento, e o valor de 318,2 milhões de euros foi aprovado em assembleia-geral no dia 24 de abril.

Este montante acresce aos 262,3 milhões de euros, correspondente a cerca de 0,32 euros por ação, pagos a título de adiantamento sobre lucros do exercício em setembro de 2019, o que elevou para 580,5 milhões de euros o valor a distribuir pelos acionistas da Galp Energia, correspondente a 0,70 euros por ação.

A Galp registou prejuízos de 22 milhões de euros no primeiro semestre, segundo os resultados comunicados hoje pela empresa à Comissão de Mercados e Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo os resultados do semestre divulgados pela empresa, de acordo com as normas contabilísticas internacionais (IFRS), as contas da Galp traduziram-se num prejuízo de 410 milhões de euros, sobretudo devido ao efeito de ‘stock’ em 362 milhões de euros.

Os dados indicam que o resultado ajustado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA RCA) totalizou 760 milhões, uma queda de 31%, “refletindo a adversidade das condições de mercado”, e que o ‘cash flow’ das operações no primeiro semestre de 2020 diminuiu 60% para 404 milhões de euros.

JE (SO/ICO) // EA

By Impala News / Lusa

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