Força da moeda chinesa reforça interesse em investir no renmimbi – Banco de Moçambique

O governador do Banco de Moçambique disse hoje em Macau que a internacionalização crescente da moeda chinesa reforçou o interesse do país em investir no renmimbi.

Força da moeda chinesa reforça interesse em investir no renmimbi - Banco de Moçambique

Força da moeda chinesa reforça interesse em investir no renmimbi – Banco de Moçambique

O governador do Banco de Moçambique disse hoje em Macau que a internacionalização crescente da moeda chinesa reforçou o interesse do país em investir no renmimbi.

“Não estamos alheios ao papel cada vez mais preponderante que o renmimbi tem vindo a assumir como moeda de reserva internacional”, afirmou Rogério Lucas Zandamela, numa conferência do 10.º Fórum Investimento e Construção de Infraestruturas (IIICF, na sigla em inglês), que termina hoje em Macau.

A internacionalização “reforçou o interesse em investir em moeda chinesa”, disse, sublinhando a sua convicção de que essa tendência vai continuar a crescer com a iniciativa de Pequim “Uma Faixa, Uma Rota’, um projeto de construção de infraestruturas para ligar os continentes asiático, europeu e africano.

A iniciativa “constitui uma plataforma de promoção da moeda chinesa como moeda global através da modernização das rotas comerciais, com o desenvolvimento de infraestruturas”, sustentou.

“Não obstante este otimismo, pelo crescente uso do renmimbi como moeda de reserva internacional, não podemos perder de vista alguns riscos e desafios associados ao [seu] uso”, advertiu.

“Falamos, por exemplo, dos riscos que decorrem de um provável agravamento da tensão comercial entre a China e os Estados Unidos, e o seu impacto sobre o mercado de títulos e o desafio da liberalização da conta capital como passo importante para a atração de investimento direto”, referiu o governador do Banco de Moçambique.

Rogério Lucas Zandamela adiantou ainda que um dos desafios para Moçambique passa por fazer crescer o mercado de capitais em Moçambique, que “é relativamente pequeno e novo”.

“Podemos trabalhar com Macau para [obter] maiores financiamentos, mas também para desenvolver o mercado de capitais de Moçambique”, concluiu.

A edição deste ano do fórum conta com mais de dois mil empresários, académicos e políticos, dos quais mais de 50 governantes oriundos de 40 países e regiões, num evento cujo orçamento está estimado em 39 milhões de patacas (4,3 milhões de euros) e que é promovido sob a orientação do Ministério do Comércio da República Popular da China e do Governo de Macau.

O IIICF inclui 36 fóruns paralelos, exposições, seminários de promoção de projetos e bolsas de contacto, entre outras atividades de negociação comercial, para operacionalizar a cooperação entre os países envolvidos na estratégia adotada pelo Governo chinês denominada de “Uma Faixa, Uma Rota”, que visa o desenvolvimento de infraestruturas e investimentos em países europeus, asiáticos e africanos.

JMC // VM

By Impala News / Lusa

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