FMI diz que crédito a Moçambique visa mais assistência internacional ao país

O Fundo Monetário Internacional (FMI) referiu hoje que o apoio financeiro que concedeu a Moçambique na sequência do ciclone Idai teve também a intenção de mobilizar a comunidade internacional para ajudar o país.

FMI diz que crédito a Moçambique visa mais assistência internacional ao país

FMI diz que crédito a Moçambique visa mais assistência internacional ao país

O Fundo Monetário Internacional (FMI) referiu hoje que o apoio financeiro que concedeu a Moçambique na sequência do ciclone Idai teve também a intenção de mobilizar a comunidade internacional para ajudar o país.

O FMI anunciou em abril a concessão de um financiamento de 118 milhões de dólares (105 milhões de euros) a Moçambique, livre de juros, para permitir ao país enfrentar os efeitos do ciclone Idai, que atingiu o centro de Moçambique em meados de março.

“Esse crédito tem um efeito sinalizador [para a comunidade internacional], o que se espera é sinalizar a toda a comunidade internacional e aos parceiros de cooperação a necessidade de apoiar Moçambique”, afirmou o representante do FMI no país, Ari Aisen.

O crédito vai permitir a Moçambique o suprimento do défice de financiamento provocado pela situação de emergência.

“O critério de solidariedade e amizade é essencial [para a decisão sobre o apoio financeiro), mas também o critério técnico e o efeito catalisador sobre a comunidade internacional”, acrescentou Ari Aisen.

O representante do FMI disse acreditar que o apoio anunciado pela organização vai gerar mais assistência financeira por parte de outros parceiros internacionais e um voto de confiança na capacidade do Governo moçambicano de gerira a ajuda internacional.

O crédito foi o primeiro do FMI desde 2016, uma vez que a instituição cortou a assistência financeira a Moçambique na sequência das chamadas dívidas ocultas.

A passagem do ciclone Idai provocou a morte a pelo menos 603 pessoas e a destruição de infraestruturas sociais e económicas nas províncias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia.

PMA // JH

By Impala News / Lusa

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