FMI aprova empréstimo de 284 milhões de euros ao Sudão do Sul

O FMI concedeu um novo empréstimo ao Sudão do Sul no valor de 334 milhões de dólares (284 milhões de euros), disse hoje o governador do banco central deste país africano.

FMI aprova empréstimo de 284 milhões de euros ao Sudão do Sul

FMI aprova empréstimo de 284 milhões de euros ao Sudão do Sul

O FMI concedeu um novo empréstimo ao Sudão do Sul no valor de 334 milhões de dólares (284 milhões de euros), disse hoje o governador do banco central deste país africano.

Washington, 24 ago 2021 (Lusa) – O Fundo Monetário Internacional (FMI) concedeu um novo empréstimo ao Sudão do Sul no valor de 334 milhões de dólares (284 milhões de euros), disse hoje o governador do banco central deste país africano.

“O aumento das reservas ajudará a construir resiliência externa e vai apoiar as reformas em curso relativamente ao mercado cambial”, disse o banqueiro central, Dier Tong Ngor, citado pela agência de notícias francesa, AFP.

Este é o segundo empréstimo do FMI ao Sudão do Sul este ano, depois de o país ter esgotado as reservas em divisa externa no ano passado, devido à descida do preço do petróleo e às consequências da pandemia de covid-19, que originou uma crise monetária e uma forte subida da inflação.

No início deste ano, um dólar norte-americano valia 700 libras sudanesas no mercado negro, a taxa de câmbio mais fraca desde a independência do país, há uma década.

Quando se separou do Sudão, após uma guerra de secessão de décadas, o país herdou mais de três quartos das reservas petrolíferas do Sudão, mas os cinco anos de guerra civil que se seguiram, que custaram a vida a 380 mil pessoas, dizimaram a sua economia, que foi incapaz de se diversificar e está quase inteiramente dependente do petróleo.

Em agosto, o Governo anunciou que tinha ficado sem reservas cambiais e que não podia suportar os salários dos funcionários públicos, mesmo depois de o FMI ter aprovado, em abril, ajuda de emergência no valor de 174 milhões de dólares (148 milhões de euros).

De acordo com a AFP, uma das razões que contribuiu para esta situação foi as cheias devastadoras que assolaram o país e ampliaram a crise humanitária, mas a corrupção e a má gestão das finanças públicas também são frequentemente apontadas como razões para os problemas económicos do mais jovem país do mundo.

MBA // JH

By Impala News / Lusa

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