Fitch prevê crescimento moderado da economia do Brasil até 2020

A Fitch prevê um crescimento económico anual do Brasil moderado, acima de 2%, até 2020, segundo informação divulgada hoje pela agência de notação financeira.

Fitch prevê crescimento moderado da economia do Brasil até 2020

Fitch prevê crescimento moderado da economia do Brasil até 2020

A Fitch prevê um crescimento económico anual do Brasil moderado, acima de 2%, até 2020, segundo informação divulgada hoje pela agência de notação financeira.

“O maior potencial para mais crescimento [do Brasil] dependerá de fatores externos e da agenda económica do recém-empossado Presidente Jair Bolsonaro. A Fitch prevê que o PIB [Produto Interno Bruto] real cresça 2,2% e 2,7% em 2019 e 2020, respetivamente”, diz um comunicado divulgado por aquela agência.

A Fitch frisou que Bolsonaro continuou a defender uma agenda geralmente favorável aos negócios após ser eleito e que o seu programa económico inclui a consolidação fiscal, a reforma do sistema de pagamento de pensões, a simplificação do código tributário, privatizações e a independência formal do Banco Central do país.

“Dito isso, permanecem incertezas significativas sobre as políticas específicas que a Bolsonaro irá adotar como parte dessa agenda de liberalização do mercado. Os desafios do Congresso para a consolidação fiscal e a reforma do sistema de pagamento de pensões provavelmente também significarão desafios de implementação e os riscos do futuro”, frisou a Fitch.

Sobre articulações políticas do Governo brasileiro, a agência de notação destacou que, apesar do partido de Bolsonaro (PSL – Partido Social Liberal), ter obtido ganhos substanciais no Congresso brasileiro nas eleições gerais, a legislatura permanecerá altamente fragmentada.

“Bolsonaro exigirá apoio significativo de outros partidos para aprovar a legislação, enquanto a reforma da sistema de pensões provavelmente exigirá uma emenda constitucional ou 60% de apoio para aprovação no Congresso”, acrescentou.

A Fitch voltou a frisar que as reformas estruturais também serão necessárias para aumentar a taxa de crescimento potencial do Brasil.

“O baixo crescimento tem sido um factor que contribui para o agravamento da dinâmica fiscal. Melhorar o clima de negócios, liberalizar a economia, reduzir a participação do Estado através da racionalização da burocracia, privatizações e maior investimento em infraestrutura serão necessários para a recuperação do crescimento potencial do Brasil”, lê-se no comunicado.

“A queda nas taxas de investimento nos últimos anos e o atraso no crescimento da produtividade prejudicaram o crescimento potencial do Brasil. A velocidade e o escopo de impulsionar reformas microeconómicas para aumentar o investimento e o crescimento são incertos”, lê-se no mesmo documento da agência.

A Fitch concluiu destacando que há potencial para o crescimento brasileiro, mas alerta que o ambiente económico externo pode ser um desafio.

“O aperto das condições de financiamento externo, a volatilidade dos preços das ‘commodities’, a desaceleração da China e uma recuperação demorada e lenta na Argentina são os maiores riscos externos que o Brasil pode enfrentar em 2019”, diz a Fitch.

CYR // PVJ

By Impala News / Lusa

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