Falências de empresas da UE sobem 24% no 2.º trimestre face ao ano anterior

O número de falências de empresas na União Europeia (UE) subiu 24% no segundo trimestre de 2021 face ao mesmo período de 2020, enquanto o registo de novas empresas aumentou 53%.

Falências de empresas da UE sobem 24% no 2.º trimestre face ao ano anterior

Falências de empresas da UE sobem 24% no 2.º trimestre face ao ano anterior

O número de falências de empresas na União Europeia (UE) subiu 24% no segundo trimestre de 2021 face ao mesmo período de 2020, enquanto o registo de novas empresas aumentou 53%.

Bruxelas, 25 ago 2021 (Lusa) — O número de falências de empresas na União Europeia (UE) subiu 24% no segundo trimestre de 2021 face ao mesmo período de 2020, marcado pela pandemia de covid-19, enquanto o registo de novas empresas aumentou 53% neste período.

Os dados foram hoje divulgados pelo gabinete estatístico da UE, o Eurostat, indicando que “comparações anuais mostram que o número de registos de novas empresas aumentou 53% no segundo trimestre de 2021 em comparação com o ano anterior, enquanto o número de falências registadas aumentou 24%”.

O Eurostat ressalva, nestas estatísticas hoje publicadas, ter havido uma diminuição das falências nos dois primeiros trimestres de 2020, quando a pandemia de covid-19 começou e se acentuou, devido às “medidas governamentais de apoio às empresas durante a crise, que permitiram às empresas evitar” esse cenário.

Na variação em cadeia, o gabinete estatístico observa que, no segundo trimestre de 2021, as falências declaradas na UE subiram 1,8% em comparação com os primeiros meses deste ano, enquanto os registos de novas empresas aumentaram 5,3% em comparação com o trimestre anterior.

Em geral, segundo o Eurostat, tem-se vindo a registar “uma tendência decrescente do número de declarações de falência”, embora com alguns aumentos entre 2017 e 2019, que agora também se verificam.

E após “diminuições consideráveis no primeiro e segundo trimestres de 2020” relacionadas com as medidas orçamentais adotadas pelos países para evitar os efeitos económicos da pandemia, “o número de declarações de falências seguiu então uma tendência ascendente desde o terceiro trimestre de 2020, que também continuou no segundo trimestre de 2021”, refere o organismo.

No que toca ao número de registo de novas empresas, aumentou na UE desde 2015 até ao final de 2019, de acordo com o Eurostat, que aponta que “a tendência foi interrompida com uma queda no primeiro e segundo trimestres de 2020, para recuperar novamente no terceiro trimestre de 2020”.

“Houve um ligeiro decréscimo no quarto trimestre de 2020. O número de registos mostrou então um aumento muito ligeiro no primeiro trimestre de 2021 e um aumento mais notório no segundo trimestre de 2021”, acrescenta.

Por Estado-membro, entre os que existem dados disponíveis relativos ao segundo trimestre de 2021, os maiores aumentos trimestrais nos registos de novas empresas foram observados na Irlanda (+213,6%), Portugal (+36,1%) e Eslováquia (+19,7%), enquanto os maiores recuos se registaram na Bulgária, Lituânia (ambos -4,1%) e Roménia (-3,5%).

Também comparando o segundo trimestre de 2021 com o primeiro trimestre deste ano, entre os países da UE para os quais existem dados disponíveis, os maiores aumentos nas declarações de falências foram observados na Lituânia (+21,5%), Eslováquia (+20,3%) e Estónia (+19,1%), enquanto as maiores quedas foram verificadas na Roménia (-35,5%), Polónia (-30,8%) e Holanda (-6,3%).

Por atividade, o gabinete estatístico adianta que, após uma diminuição acentuada de novos registos de empresas em todas as áreas económicas, no primeiro e segundo trimestres de 2021 este número aumentou particularmente nas atividades de transporte, informação e comunicação, financeiras e de seguros.

Já no que toca às falências, no segundo trimestre de 2021 o número de declarações de falências aumentou principalmente na construção e nos serviços de informação e comunicação.

ANE // EA

By Impala News / Lusa

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