Exportações para Angola caem 30% e importações descem 50% até agosto – AICEP

As exportações de bens e serviços de Portugal para Angola caíram mais de 30% de janeiro a agosto deste ano, ao passo que as importações desceram 50%, segundo os últimos números da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

Exportações para Angola caem 30% e importações descem 50% até agosto - AICEP

Exportações para Angola caem 30% e importações descem 50% até agosto – AICEP

As exportações de bens e serviços de Portugal para Angola caíram mais de 30% de janeiro a agosto deste ano, ao passo que as importações desceram 50%, segundo os últimos números da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

De acordo com os dados compilados para a Lusa, Portugal exportou, nos primeiros oito meses deste ano, bens e serviços no valor de 940,1 milhões de euros, o que revela uma descida de 32,2% face aos 1.386,6 milhões de euros vendidos de janeiro a agosto de 2019.

Em sentido contrário, Portugal comprou a Angola bens e serviços no valor de 391,7 milhões de euros, o que compara com os 782,1 milhões gastos no mesmo período de 2019, o que representa uma descida de 49,9%, essencialmente explicada pela quebra no preço do petróleo, que se agravou nos últimos meses.

Os dados da AICEP mostram que a evolução das compras e vendas de Portugal a Angola não segue um padrão regular, nem mostra uma tendência, registando-se apenas a constante de o saldo da balança comercial ter sido sempre favorável a Portugal, mas com variações significativas.

Olhando para os últimos cinco anos, por exemplo, em 2015 o saldo da balança comercial foi favorável a Portugal em 2.325,3 milhões de euros, tendo descido em 2016 para 1.639,6, e recuperado novamente em 2017 para 2.526,5 milhões, mas desde então tem estado a descer.

Em 2018, a diferença entre as exportações e as importações reduziu-se para 1.493,4 milhões, e no ano passado encurtou-se ainda mais para menos de 900 milhões de euros.

A Lusa questionou a AICEP sobre a explicação para esta evolução, mas não teve resposta.

Relativamente à importância de Angola como cliente de Portugal, comprova-se uma descida do país africano no ranking dos maiores clientes de Portugal, tendo passado de sexto, em 2015, para nono no ano passado.

Em sentido inverso, isto é, das vendas de Angola a Portugal, o panorama degradou-se ainda mais: Angola passou de nono fornecedor de Portugal em 2015 para 17º no ano passado, com a percentagem de vendas a Portugal a cair de 1,9% para 0,8% nos últimos cinco anos.

Em 2016, o número de empresas portuguesas que operava em Angola conheceu uma forte redução, de 7465 para 5514, tendo depois subido para mais de 5850 em 2017 e desde então tem vindo a descer ligeiramente, havendo, no ano passado, 5151 negócios portugueses neste país africano.

As Máquinas e Aparelhos, os Produtos Agrícolas e Químicos e os Alimentares representam mais de 60% do total das exportações de Portugal para Angola, enquanto que Portugal importa, na sua esmagadora maioria, apenas petróleo, que vale 98,5% das vendas de Angola para Portugal.

MBA // PJA

By Impala News / Lusa

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