Euribor sobem e atingem máximos a seis e a três meses

As taxas Euribor subiram hoje a três, a seis e a 12 meses, face a segunda-feira, atingindo máximos nos dois prazos mais curtos.

Euribor sobem e atingem máximos a seis e a três meses

Euribor sobem e atingem máximos a seis e a três meses

As taxas Euribor subiram hoje a três, a seis e a 12 meses, face a segunda-feira, atingindo máximos nos dois prazos mais curtos.

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno positivo em 06 de junho, subiu hoje, para 0,737%, mais 0,008 pontos do que na segunda-feira, dia em que superou o máximo registado desde agosto de 2012, de 0,706%, e que também se verificou em 22 de julho deste ano. A média da Euribor a seis meses subiu de 0,162% em junho para 0,466% em julho. A Euribor a seis meses esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 06 de novembro de 2015 e 03 de junho de 2022). A Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, avançou hoje, ao ser fixada em 0,321%, mais 0,020 pontos, um novo máximo desde julho de 2014.

Portugal com 88 mortes em meio aquático, recorde dos últimos cinco anos
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A taxa Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último (sete anos e dois meses). A média da Euribor a três meses subiu de -0,239% em junho para 0,037% em julho. No prazo de 12 meses, a Euribor também subiu hoje, ao ser fixada em 1,113%, mais 0,003 pontos, contra o máximo desde agosto de 2012, de 1,200% e registado em 22 de julho. Após ter disparado em 12 de abril para 0,005%, pela primeira vez positiva desde 05 de fevereiro de 2016, a Euribor a 12 meses está em terreno positivo desde 21 de abril. A média da Euribor a 12 meses avançou de 0,852% em junho para 0,992% em julho.

BCE aumentou em 50 pontos base as três taxas de juro diretoras, a primeira subida em 11 anos, com o objetivo de travar a inflação

As Euribor começaram a subir mais significativamente desde 04 de fevereiro, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro. Na reunião de política monetária realizada em 21 de julho, o BCE aumentou em 50 pontos base as três taxas de juro diretoras, a primeira subida em 11 anos, com o objetivo de travar a inflação. O BCE indicou também que nas próximas reuniões continuará a subir as taxas de juro. A evolução das taxas de juro Euribor está intimamente ligada às subidas ou descidas das taxas de juro diretoras BCE. As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021. As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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