Estado com necessidades líquidas de financiamento de 8,6 mil ME em 2019

As necessidades de financiamento líquidas do Estado para este ano deverão situar-se em cerca de 8,6 mil milhões de euros, anunciou hoje a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).

Estado com necessidades líquidas de financiamento de 8,6 mil ME em 2019

Estado com necessidades líquidas de financiamento de 8,6 mil ME em 2019

As necessidades de financiamento líquidas do Estado para este ano deverão situar-se em cerca de 8,6 mil milhões de euros, anunciou hoje a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).

O IGCP indica que o programa de financiamento para 2019 já foi aprovado pela tutela.

No ano passado, em termos líquidos, as necessidades de financiamento do Estado ascenderam a 10,9 mil milhões de euros.

A agência indica que a estratégia de financiamento para 2019 irá centrar-se na emissão de títulos de dívida pública nos mercados financeiros em euros com realização regular de emissão de Obrigações do Tesouro (OT), “para promover a liquidez e um funcionamento eficiente dos mercados primário e secundário”.

O IGCP refere que serão exploradas oportunidades para realizar operações de troca e recompras de títulos, prevendo uma contribuição negativa de mil milhões de euros de produtos de retalho, excluindo Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV), e um contributo líquido de OTRV positivo de mil milhões de euros.

A nota do IGCP prevê um montante de 15,4 mil milhões de euros através da emissão bruta de OT, combinando sindicatos e leilões e assegurando emissões mensais.

Os leilões de OT terão a participação dos Operadores Especializados de Valores do Tesouro (OEVT) e Operadores de Mercado Primário (OMP) e serão realizados à segunda e quarta quartas-feiras de cada mês.

O IGCP indica que o montante indicativo e as linhas de OT a reabrir serão anunciados até três dias úteis antes do leilão.

A agência espera que o financiamento líquido resultante da emissão de Bilhetes do Tesouro (BT) resulte num impacto positivo de 600 milhões de euros. “Será mantida a estratégia de emissão ao longo de toda a curva, combinando prazos curtos com prazos longos”, indica a nota.

O IGCP indica também que irá explorar “oportunidades para realizar operações de troca e recompras de títulos”.

“A gestão do risco de refinanciamento implicará que as operações de financiamento a realizar evitarão a criação de excessivas concentrações temporais de amortizações, assim como a possibilidade de realização de operações de recompra de dívida, oportunamente anunciadas ao mercado”, explica na mesma nota.

Os dois primeiros leilões de BT a curto prazo (um a seis meses e outro a 12 meses) deverão realizar-se no dia 16 de janeiro, com um montante indicativo entre 1.500 e 1.750 milhões de euros.

A 20 de fevereiro haverá novos leilões, com a emissão de BT com um montante indicativo entre 1.000 e 1.250 milhões de euros, sendo a emissão seguinte a 20 de março, com valores entre 1.250 e 1.500 milhões de euros.

O IGCP indica que manterá a realização de leilões mensais de BT na terceira quarta-feira de cada mês e, se a procura de investidores o justificar, poderá usar também a primeira quarta-feira.

ECR // EA

By Impala News / Lusa

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