Empresa angolana de aço reinvestiu 17,6 ME em 2020 e garante alargar produção

A Fabrimetal, empresa angolana de aço, anunciou que reinvestiu 21 milhões de dólares (17,6 milhões de euros) em 2020, ano em que vendeu cerca de 40.000 toneladas e arrecadou perto de 40 milhões de dólares (33,5 milhões de euros).

Empresa angolana de aço reinvestiu 17,6 ME em 2020 e garante alargar produção

Empresa angolana de aço reinvestiu 17,6 ME em 2020 e garante alargar produção

A Fabrimetal, empresa angolana de aço, anunciou que reinvestiu 21 milhões de dólares (17,6 milhões de euros) em 2020, ano em que vendeu cerca de 40.000 toneladas e arrecadou perto de 40 milhões de dólares (33,5 milhões de euros).

Segundo revelou hoje o diretor-geral da empresa, Luís Diogo, a unidade fabril em atividade desde 2010 no município angolano de Viana, em Luanda, começou com um investimento inicial de 9,8 milhões de dólares (8,2 milhões de euros).

Com uma capacidade instalada para produzir 12 mil toneladas por mês, e com uma produção de perto de 70%, a empresa fabrica varão de aço, cantoneiras, barras e perfis a partir da sucata ferrosa que adquire de 50 fornecedores.

Em conferência de imprensa, o responsável deu conta que a unidade industrial exportou, em 2020, 19.500 toneladas do material que produz para países africanos da região e este ano prevê ultrapassar as 25.000 toneladas.

Após a entrada, pesagem, processamento, seleção e compactação da sucata, o produto final é usado principalmente para a construção civil.

Luís Diogo assegurou que a matéria-prima, sucata ferrosa, é entregue na empresa por 50 fornecedores, “devidamente certificados”, que recolhem cerca de 400 toneladas diárias de resíduos em todo o país, e paga por cada tonelada o valor de 85.000 kwanzas (110 euros) contra os anteriores 40.000 kwanzas (51,5 euros).

Para o seu processo produtivo, explicou, a Fabrimetal “proíbe” a utilização de material bélico, trilhos de caminhos-de-ferro e cabos elétricos e/ou tampas de esgotos, garantindo que ocorrências do género são reportadas às autoridades policiais.

“Aqui o fornecedor é obrigado a assinar uma declaração de compromisso, onde assume a origem do material que é entregue, mas quando verificamos algum material proibido, como aconteceu, acionamos a polícia que dá o devido tratamento”, explicou.

Empresas siderúrgicas têm sido consideradas, em alguns círculos em Angola, como “promotoras” da vandalização de bens públicos, sobretudo cabines e cabos elétricos, tampas de esgoto, entre outros, o que tem sido repudiado pelas autoridades e a sociedade civil.

O diretor-geral da unidade fabril, quando questionado sobre o assunto, deu conta que o referido material, “normalmente, chega às fábricas em condições que não se assemelha com material ferroso”.

“E isso é um indicador de que é roubado e assim comunicamos às autoridades”, adiantou, acrescentando que em fevereiro passado a unidade detetou “cerca de 60 mil toneladas de carril de caminho-de-ferro”.

“E aí comunicamos às autoridades, tal como aconteceu na segunda-feira em que tivemos uma carga de 10 toneladas do mesmo produto e o processo foi semelhante”, assegurou.

Em relação às receitas em 2020, Luís Diogo apontou dificuldades, “impostas pela covid-19”, afirmando que a empresa “não parou e exportou 19.500 toneladas mesmo com o valor de venda mais baixo”.

A Fabrimetal arrecadou em 2020 cerca de 40 milhões de dólares.

“[Em 2020], vendemos cerca de 40.000 toneladas de aço, tivemos uma redução de cerca de 25% face ao ano de 2019, mas este ano pretendemos retomar os mesmos níveis de 2019 e pretendemos chegar às cerca de 60.000 toneladas”, apontou.

O responsável revelou ainda que a unidade industrial investiu 2 milhões de dólares (1,6 milhões de euros) em sucção de fumo no quadro das medidas de impacto ambiental.

A empresa localizada no Polo Industrial de Viana, um dos nove municípios da capital angolana, conta com mais de 500 trabalhadores, maioritariamente angolanos e expatriados.

DYAS // LFS

By Impala News / Lusa

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