EDP prevê investir 1.500 ME no grupo Sunseap até 2025 — CEO

A EDP planeia investir 1.500 milhões de euros no grupo Sunseap, de Singapura, até 2025, adiantou o presidente executivo da empresa.

EDP prevê investir 1.500 ME no grupo Sunseap até 2025 -- CEO

EDP prevê investir 1.500 ME no grupo Sunseap até 2025 — CEO

A EDP planeia investir 1.500 milhões de euros no grupo Sunseap, de Singapura, até 2025, adiantou o presidente executivo da empresa.

  Redação, 03 nov 2021 (Lusa) — A EDP planeia investir 1.500 milhões de euros no grupo Sunseap, de Singapura, até 2025, adiantou o presidente executivo da empresa (CEO), Miguel Stilwell d’Andrade, em declarações à Lusa, no dia em que foi anunciada a aquisição desta sociedade.

“Queremos crescer, alavancar ainda mais e aproveitar o crescimento daquela região”, indicou, explicando que a EDP, através da EDP Renováveis (EDPR), tem previsto “investir cerca de 1.500 milhões de euros ao longo dos próximos anos na empresa”. Este valor é para ser aplicado até 2025, detalhou o gestor.

A EDP anunciou hoje a aquisição de 87,4% da Sunseap, “o maior operador de energia solar distribuída e o quarto maior operador de energia solar do Sudeste Asiático”, por 600 milhões de euros, numa transação que “representa uma valorização da empresa de Singapura em 870 milhões de euros”, de acordo com um comunicado hoje divulgado.

“Estrategicamente, é uma transação que obviamente tem um ótimo encaixe com o portfolio da EDP”, garantiu Miguel Stilwell d’Andrade.

“Passamos verdadeiramente a ser uma empresa global, com presença nas quatro grandes regiões: Estados Unidos, Europa, América Latina e agora também Ásia”, algo que permite “aproveitar este crescimento que existe, toda a dimensão do mercado asiático e todo o crescimento que se prevê também ao longo dos próximos anos”, salientou.

A empresa ressalvou também, no comunicado hoje enviado, que “entre a assinatura e o fecho da operação, a EDPR poderá aumentar a sua participação para 91,4%”.

Questionado sobre esta operação, o CEO da EDP indicou que a empresa “não tinha um único dono, tinha vários pequenos acionistas, um grande que tinha cerca de 45% e outros pequenos acionistas”.

De acordo com o gestor, “87% dos acionistas aderiram à compra, ou seja, aceitaram vender. Mas há um acionista que tem cerca de 4% que ainda não tomou a decisão”, explicou. “Obviamente comunicamos [com] o conhecimento que tínhamos hoje, e se eles venderem nas próximas semanas passaremos a ter os 91%”, referiu.

O resto do capital fica nas mãos dos fundadores da Sunseap e de outro acionista, de origem japonesa, indicou o CEO.

A EDP vai manter a equipa de gestão do grupo, garantiu, referindo que é “um dos atrativos da empresa”.

“Agora a palavra-chave vai ser consolidar a nossa presença”, salientou Miguel Stilwell d’Andrade, acrescentando que a EDP entrou “em muitos mercados nos últimos 12 ou 18 meses”. O foco, “mais do que alargar o número de países, vai ser agora consolidar”, destacou.

A EDP tem previsto, para aquela região, um investimento de 1.400 milhões de euros, que fica em parte alocado a esta operação no grupo Sunseap.

“Para nós isto é uma operação absolutamente estratégica porque complementa o nosso portfolio e acrescenta uma quarta plataforma geográfica àquilo que é o portfolio da EDPR”, salientou o CEO da EDP.

Quanto a futuras operação na região, o CEO disse que a EDP estará mais concentrada “em desenvolver o portfolio existente da empresa”, mas não deixará “de olhar para outras oportunidades que possam complementar esta empresa ou noutras geografias ou tecnologias. Mas seguramente nada com a mesma escala”, sublinhou.

A Sunseap “é um operador de energia solar com sede em Singapura e mais de 400 trabalhadores espalhados por nove mercados: Singapura, Vietname, Malásia, Indonésia, Tailândia, Camboja, China, Japão e Taiwan”, segundo o comunicado da EDP.

Este grupo “opera em toda a cadeia de valor de energia solar através de um modelo de construção próprio e operacional para projetos solares fotovoltaicos desenvolvidos em telhados, em superfícies terrestres e flutuantes, com um modelo de negócio centrado em contratos a longo prazo e de baixo risco com contrapartes credíveis e relações duradouras com os clientes”, detalhou a empresa portuguesa.

A carteira do grupo de Singapura “inclui 5,5 GW [gigawatts] de projetos renováveis em diferentes fases de desenvolvimento: projetos solares de 540 MW [megawatts] em operação e em construção, 127 MW de nova capacidade assegurada e uma carteira de 4,8 GW em diferentes fases de desenvolvimento”.

ALYN // CSJ

Lusa/Fim

 

By Impala News / Lusa

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