Economia do mar mais dinâmica do que a economia nacional no triénio 2016-2018

A economia do mar apresentou-se mais dinâmica do que a economia nacional no triénio 2016-2018, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

Economia do mar mais dinâmica do que a economia nacional no triénio 2016-2018

Economia do mar mais dinâmica do que a economia nacional no triénio 2016-2018

A economia do mar apresentou-se mais dinâmica do que a economia nacional no triénio 2016-2018, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

“No âmbito da Conta Satélite do Mar (CSM) foram identificadas aproximadamente 53 mil entidades, cuja atividade representou, em média, 3,9% do Valor Acrescentado Bruto (VAB), no triénio 2016-2018, e 4% do emprego (Equivalente a Tempo Completo – ETC) da economia portuguesa, no período 2016-2017”, refere.

As atividades económicas consideradas na CSM apresentaram assim, de acordo com o INE, um desempenho acima da economia nacional.

“Entre 2016 e 2018, o VAB cresceu 18,5% (o VAB nacional aumentou 9,6%) e entre 2016 e 2017 o emprego aumentou 8,3% (na economia nacional a variação foi de 3,4% no mesmo período)”, sinaliza.

Assim, estima-se que, em 2018, o impacto direto e indireto da economia do mar na economia nacional se tenha traduzido em 5,4% do VAB e 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

As remunerações na economia do mar representaram mais de 4% do total das remunerações nacionais, em 2016 e 2017, com a remuneração média superior à observada na economia nacional (7,8% em 2016 e 6,3% em 2017).

A relação entre VAB e Emprego (ETC) foi ligeiramente inferior à registada na economia nacional (aproximadamente 95%).

Na estrutura das importações, os itens mais relevantes foram os produtos alimentares (produtos transformados, destacando-se o peixe fresco, refrigerado ou congelado e crustáceos, o peixe seco, salgado ou em salmoura; peixe fumado e, ainda, as conservas e outras preparações de peixe), seguidos dos serviços de alojamento e dos produtos da pesca e da aquicultura.

Nas exportações de produtos da economia do mar, destaca-se a prevalência dos serviços de alojamento.

Os produtos alimentares surgem em segundo lugar, seguindo-se os serviços de restauração.

A despesa de consumo final das famílias em produtos da economia do mar aumentou 8,2% em 2017, tendo o peso relativo na economia nacional crescido de 6% para 6,2%.

Para a média do período 2016-2017, as despesas das famílias em produtos da economia do mar incidiram, sobretudo, nos produtos alimentares, seguindo-se os serviços de alojamento e os produtos da pesca e da aquicultura.

Nesta edição da CSM, pela primeira vez identificam-se ainda resultados para as regiões autónomas.

“Em 2016-2017, 10,7% do VAB da economia do mar foi gerado nestas regiões, mais 6,1 pontos percentuais do que o peso que estas regiões têm globalmente no VAB nacional”, refere.

A CSM foi desenvolvida pelo INE, em parceria com a Direção-Geral de Política do Mar.

Os dados apresentados para 2016 e 2017 são finais e os dados relativos a 2018 têm uma natureza provisória.

 

ICO // EA

By Impala News / Lusa

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