Durão Barroso “convencido” de que saída do Reino Unido da UE vai mesmo acontecer

O antigo presidente da Comissão Europeia Durão Barroso disse hoje estar “convencido” que a saída do Reino Unido da União Europeia (‘Brexit’) vai mesmo acontecer, mas que as duas partes vão continuar a ser parceiros económicos próximos.

Durão Barroso

Durão Barroso “convencido” de que saída do Reino Unido da UE vai mesmo acontecer

O antigo presidente da Comissão Europeia Durão Barroso disse hoje estar “convencido” que a saída do Reino Unido da União Europeia (‘Brexit’) vai mesmo acontecer, mas que as duas partes vão continuar a ser parceiros económicos próximos.

Durão Barroso falava aos participantes no congresso anual da Confederação Empresarial de Portugal, no Centro de Congressos do Estoril, numa intervenção subordinada ao tema “Reinventar a Globalização”.

Questionado sobre o ‘Brexit’, Durão Barroso disse estar convencido de vai de facto acontecer e que o voto dos britânicos teve que ver com um conjunto de forças populistas que estão a pôr em causa a globalização.

“Uma grande parte da população [britânica] acha que estrangeiros estão a competir com os nacionais”, defendeu.

No entanto, Durão Barroso acredita também que a força das relações económicas entre Reino Unido e União Europeia vai fazer com que aquele país se torne um “parceiro muito próximo da UE”, embora fora dela.

O antigo presidente do PSD prevê ainda um cenário onde, depois do ‘Brexit’, o Reino Unido vai ter de escolher entre um acordo comercial com os Estados Unidos ou com a China, “o grande vencedor da globalização”, devido à guerra comercial entre aqueles dois países.

“Pensar que a China vai aceitar toda aquela lista interminável de condições que o Presidente [norte-americano] Trump colocou [para umas tréguas comerciais] é irrealista”, afirmou, acrescentando que também a Europa pode ter de vir a escolher, em termos económicos, entre os dois países em guerra comercial e, se isso acontecer, acredita que a opção será pela manutenção da parceria com os Estados Unidos, apesar de a China ser um mercado essencial para a Europa.

MPE // JNM

By Impala News / Lusa

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