Dono da AirAsia deixa cargo durante investigação de corrupção

O presidente executivo da empresa, Tony Fernandes, e o diretor executivo Kamarudin Meranun anunciaram a decisão na segunda-feira à noite.

Dono da AirAsia deixa cargo durante investigação de corrupção

Dono da AirAsia deixa cargo durante investigação de corrupção

O presidente executivo da empresa, Tony Fernandes, e o diretor executivo Kamarudin Meranun anunciaram a decisão na segunda-feira à noite.

O dono da companhia aérea malaia AirAsia, Tony Fernandes, deixou temporariamente o cargo, quando a Comissão Anticorrupção da Malásia está a investigar o alegado pagamento de subornos pelo fabricante europeu de aviões Airbus, foi noticiado. O presidente executivo da empresa, Tony Fernandes, e o diretor executivo Kamarudin Meranun anunciaram a decisão na segunda-feira à noite, num comunicado ao mercado de valores da Malásia.

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A transportadora indicou que os dois responsáveis vão ficar afastados da direção “por um período de dois meses ou o tempo que a companhia considerar conveniente”, mantendo-se como assessores da empresa.

Numa declaração conjunta, Fernandes e Kamarudin negaram quaisquer acusações e afirmaram que se afastam da gestão da empresa para “não prejudicar” a transportadora.

A Comissão Anticorrupção da Malásia disse que se mantém em contacto com as autoridades britânicas para investigar alegadas práticas ilegais, apesar do acordo, anunciado na passada semana, entre a Airbus e as autoridades daqueles países. De acordo com a acusação, a AirAsia decidiu comprar aparelhos da Airbus em troca de um patrocínio de uma equipa desportiva da transportadora aérea.

Na semana passada, o grupo aeronáutico europeu Airbus anunciou ter chegado a um princípio de acordo com as autoridades judiciais de França, Reino Unido e Estados Unidos em relação às investigações contra a empresa por suspeita de subornos e corrupção.

Apesar deste princípio de acordo, qualquer compromisso deve ser aprovado pelos tribunais dos três países e pelo regulador dos Estados Unidos, adiantou a Airbus.

O comunicado do gigante aeronáutico, com 134.000 trabalhadores e grande contribuinte líquido para o comércio externo da Alemanha e da França não precisa os termos do acordo, mas analistas citados pelo Financial Times calculam que o gigante aeronáutico europeu poderia ter de pagar multas superiores a 3.000 milhões de euros. Se se confirmar este valor é equivalente ao lucro líquido obtido pela Airbus em 2018.

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