Dívida cobrada pela Segurança Social atinge em 2021 valor mais baixo da década

O valor cobrado de dívida à Segurança Social foi de 434,2 milhões de euros em 2021, o mais baixo dos últimos dez anos, segundo o relatório de atividades do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social.

Dívida cobrada pela Segurança Social atinge em 2021 valor mais baixo da década

Dívida cobrada pela Segurança Social atinge em 2021 valor mais baixo da década

O valor cobrado de dívida à Segurança Social foi de 434,2 milhões de euros em 2021, o mais baixo dos últimos dez anos, segundo o relatório de atividades do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social.

De acordo com o relatório de atividades de 2021, a cobrança atingiu nesse ano o valor mais baixo desde pelo menos 2011 e, face a 2020, registou um decréscimo de 7,7%.

Segundo explica o instituto no documento, “o prazo de suspensão dos processos de execução fiscal, acoplado à situação de contração da economia e das dificuldades sentidas pelos agentes económicos, como resultado da situação pandémica vivida, impactou, de forma direta e imediata na concretização do objetivo de cobrança” tanto a pessoas singulares como a entidades empregadoras.

A redução da cobrança em 2021 corresponde a “uma inversão de tendência nos índices globais de recuperação de valores” face a anos anteriores, salienta o IGFSS.

Ainda assim, a dívida líquida à Segurança Social totalizava no ano passado 2.109,32 milhões de euros, uma redução de 17% face a 2020.

A maior fatia do valor arrecadado coube às entidades empregadoras (82%) e aos trabalhadores independentes (13%), onde se verificaram, no entanto, variações negativas, quer em matéria de instauração quer em matéria de arrecadação face a 2020.

Quanto aos tipos de pagamento, o relatório mostra que os acordos prestacionais continuam a assumir maior relevância (58,5%) no total da dívida recuperada, seguidos dos pagamentos de natureza voluntária (24%) e, por último, pelos pagamentos de índole coerciva (17,2%).

Os pagamentos prestacionais e voluntários caíram face ao ano anterior, mas a cobrança coerciva aumentou em 6%, em termos relativos, e em 29%, em termos absolutos.

“No seguimento da ação coerciva das secções de processo, em período pós suspensão das execuções, foram ordenadas 641.948 penhoras (de contas bancárias, IRS, IVA, créditos entre outras)”, revela o IGFSS.

Já no âmbito dos processos de revitalização, durante o ano de 2021 o valor total enquadrado ascendeu a cerca de 109,8 milhões de euros, um aumento de 11,8% face a 2020, indica o instituto, destacando “uma variação positiva de 64,1% no que respeita ao número de postos de trabalho salvaguardados”, que abrangeram 9.809 trabalhadores.

“O ano de 2021 manteve o desafio já sentido em 2020 no que respeita à recuperação do crédito da Segurança Social aliado a processos de recuperação de empresas e de devedores não empresariais fruto da situação de pandemia provocada pela doença covid-19 e a consequente retração económica”, destaca o instituto.

DF // EA

By Impala News / Lusa

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