Dificuldades em importar ração afetam maior grupo angolano de produção de ovos

As dificuldades na obtenção de divisas para importar matéria-prima para a produção de ração continua a ser o desafio da Kikovo, empresa líder no setor avícola angolano, com uma produção diária de cerca de 600.000 ovos.

Dificuldades em importar ração afetam maior grupo angolano de produção de ovos

Dificuldades em importar ração afetam maior grupo angolano de produção de ovos

As dificuldades na obtenção de divisas para importar matéria-prima para a produção de ração continua a ser o desafio da Kikovo, empresa líder no setor avícola angolano, com uma produção diária de cerca de 600.000 ovos.

A Kikovo, empresa que integra o projeto Pérola de Kikuxi, localizada na província de Luanda, participa da 4.ª edição da Expo-Indústria 2019 de Angola, na qual pretende encontrar oportunidade de negócios.

Em declarações à agência Lusa, o diretor de produção da Kikovo, Carlos Vaguy, disse que atualmente a empresa produz diariamente cerca de 600.000 ovos, toda para consumo interno, mas a capacidade instalada é de um milhão de ovos.

Carlos Vaguy disse que a capacidade de produção está reduzida em 60% devido ao ciclo das aves e a condicionamentos financeiros.

“Por outro lado, também tem a ver com questões de divisas, porque há ainda muita matéria-prima, daquilo que é o composto para a ração das aves, que ainda temos que importar, não temos uma produção interna”, explicou.

O responsável avançou que algumas dessas dificuldades têm sido ultrapassadas e a qualidade inicial do projeto “continua intacta”.

O projeto começou com três pavilhões de postura e atualmente conta já com oito pavilhões, mais outros dois de recria.

“E estamos a prever aumentar mais dois pavilhões, o que vai perfazer dez pavilhões de postura e mais um pavilhão de recria. Aí vamos dizer que o desenho do projeto inicial irá concluir-se e aí podemos então pensar noutros tipos de investimentos”, frisou.

Quanto à possibilidade de exportação, Carlos Vaguy disse que a prioridade é aumentar a produção que não satisfaz a procura local.

“Ainda estamos a responder aquilo que é a demanda do mercado interno e a verdade é que só a nossa produção não chega, temos também que contar com os outros ‘players’ de produção de ovos, para podermos corresponder àquilo que é a procura interna”, referiu.

Além da produção de ovos, o projeto inclui a produção de ração e o descarte das aves, um negócio que considerou “muito sensível”.

NME // PJA

By Impala News / Lusa

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