Covid-19: Tráfego aéreo internacional controlado por Cabo Verde em máximos desde março

A FIR Oceânica do Sal controlou em agosto 35 aeronaves por dia, em média, em passagem no espaço aéreo gerido por Cabo Verde, o valor mais alto desde março, início da pandemia, segundo dados da empresa pública ASA.

Covid-19: Tráfego aéreo internacional controlado por Cabo Verde em máximos desde março

Covid-19: Tráfego aéreo internacional controlado por Cabo Verde em máximos desde março

A FIR Oceânica do Sal controlou em agosto 35 aeronaves por dia, em média, em passagem no espaço aéreo gerido por Cabo Verde, o valor mais alto desde março, início da pandemia, segundo dados da empresa pública ASA.

De acordo com um boletim de tráfego de agosto da empresa pública Aeroportos e Segurança Aérea (ASA), ao qual a Lusa teve hoje acesso, Cabo Verde controlou 1.114 aeronaves no mês passado, contra 5.268 em agosto de 2019 (-78,9%).

O setor da aviação é um dos mais afetados pela pandemia de covid-19 em todo o mundo, com fortes limitações à atividade face ao encerramento do espaço aéreo de vários países, na tentativa de conter a progressão da doença.

Em março, o movimento de aeronaves na FIR Oceânica do Sal já tinha caído 30%, para 3.566 aeronaves, mas seguiram-se meses de mínimos históricos: 512 aviões em abril, 622 em maio, 831 em junho e 999 em julho.

A sua gestão é uma das principais fontes de receitas do setor aeronáutico de Cabo Verde. Os rendimentos da ASA com o setor da navegação aérea envolvendo a FIR cresceram 19% de 2017 para 2018, para 2.945 milhões de escudos (26,6 milhões de euros), o equivalente a 43% de todas as receitas da empresa pública, que gere os aeroportos do país.

A FIR (região de informação de voo) corresponde a um espaço aéreo delimitado verticalmente a partir do nível médio do mar, sendo a do Sal — que existe desde 1980 – limitada lateralmente pelas de Dakar (Senegal), Canárias (Espanha) e Santa Maria (Açores, Portugal).

Toda esta área está sob jurisdição das autoridades aeronáuticas cabo-verdianas, tendo a FIR sido criada em 1980.

De janeiro a agosto, a FIR Oceânica do Sal controlou 17.147 aeronaves, uma quebra de 55,6% face aos primeiros oito meses de 2019.

A localização estratégica da FIR do Sal “coloca-a, pois, na encruzilhada dos maiores fluxos de tráfego aéreo entre Europa e a América do Sul e entre a África Ocidental e a América do Norte e Central e as Caraíbas”, explicou anteriormente a ASA.

O pico histórico mensal do movimento na FIR Oceânica do Sal registou-se em julho de 2019, com um total de 5.424 aeronaves controladas, equivalente a 175 sobrevoos diários.

O Centro de Controlo Oceânico do Sal funciona no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal, tendo sido inaugurado em 24 de junho de 2004.

A FIR Oceânica do Sal controlou 58.345 movimentos de aeronaves em 2019, o maior número de sempre e um crescimento de 12,9% face ao ano anterior, segundo dados anteriores da ASA.

“Verificou-se um crescimento de sobrevoos em todos os meses, registando em média um aumento mensal de 554 sobrevoos. No total do período, registou-se um acréscimo de 6.651 sobrevoos, face a 2018”, sublinha-se no boletim anual da ASA sobre o tráfego aéreo.

Das principais operadoras a sobrevoar o espaço aéreo de Cabo Verde a companhia portuguesa TAP destacou-se, segundo a ASA, ao chegar a uma quota de 17,7%, correspondente a 10.304 voos em 2019, um aumento de 4,5% face ao ano anterior.

Cabo Verde contava até 22 de setembro com um acumulado de 5.337 casos de covid-19 diagnosticados desde 19 de março, que provocaram 52 mortos.

PVJ // VM

By Impala News / Lusa

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