Covid-19: Standard & Poor’s desce ‘rating’ da TAP

A agência de notação Standard & Poor’s desceu o ‘rating’ da TAP para B, num contexto de crise para o setor dos transportes aéreos, devido ao surto de covid-19, de acordo com um comunicado divulgado hoje.

Covid-19: Standard & Poor's desce 'rating' da TAP

Covid-19: Standard & Poor’s desce ‘rating’ da TAP

A agência de notação Standard & Poor’s desceu o ‘rating’ da TAP para B, num contexto de crise para o setor dos transportes aéreos, devido ao surto de covid-19, de acordo com um comunicado divulgado hoje.

Na nota, publicada na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a companhia aérea informou que a agência “anunciou hoje a sua decisão de atribuição de ‘rating’ de crédito de emitente de longo prazo à TAP de B [abaixo do nível de recomendação de investimento] (CreditWatch negativo)”.

Além disso, a Standard & Poor’s “procedeu também à atribuição do ‘rating’ da emissão de B às obrigações ‘senior unsecured’ no montante de 375 milhões de euros, com maturidade em 2024”, informou a TAP.

A companhia aérea recordou que a Standard & Poor’s tinha atribuído, em novembro do ano passado, “um ‘rating’ de crédito de emitente preliminar à TAP e à referida emissão de obrigações de BB-“.

A TAP explicou que “esta revisão de ‘rating’ insere-se num contexto sem precedentes de imposição de restrições governamentais à mobilidade das populações e rápida deterioração da conjuntura económica a nível mundial” em resultado da pandemia de covid-19, que “afeta de forma particular todo o setor do transporte aéreo”.

Esta quinta-feira, a Moody’s também baixou vários ‘ratings’ e a perspetiva da TAP, incluindo o de probabilidade de incumprimento, citando a exposição ao Brasil, Estados Unidos e Europa como agravante em pleno surto de covid-19.

“A Moody’s desceu os ‘ratings’ de Probabilidade de Incumprimento e de Família Empresarial da TAP para Caa1-PD e Caa1, de B2-PD e B2, respetivamente. Concordantemente, a agência baixou a Avaliação Base de Crédito para Caa2, de B3, e o ‘rating’ associado a obrigações seniores sem garantia, de 375 milhões de euros, para Caa2, de B2. A perspetiva é negativa”, pode ler-se no comunicado da agência.

Segundo a Moody’s, “a fraqueza no perfil de crédito da TAP, incluindo a sua exposição ao Brasil, aos Estados Unidos e à Europa deixou-a vulnerável a mudanças no sentimento do mercado, nestas condições de operação sem precedentes, e a TAP continua vulnerável à continuação do surto [de covid-19]”.

“A Moody’s antecipa também que a indústria da aviação vá requerer apoio aprofundado e continuado de reguladores, governos nacionais e representantes laborais para aliviar pressões na alocação de faixas horárias, providenciar apoio financeiro direto ou indireto e gerir os custos de base das companhias aéreas”, pode também ler-se na nota.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, infetou mais de 250 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 10.400 morreram.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 1.020, mais 235 do que na quinta-feira.

O número de mortos no país subiu para seis.

ALYN (JE) // CSJ

By Impala News / Lusa

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