Covid-19: Quase metade das empresas considera novas medidas insuficientes – CIP

Quase metade (49%) das empresas considera insuficientes as novas medidas anunciadas pelo Governo para combater a crise causada pela pandemia de covid-19, mostram os resultados de um inquérito apresentado hoje pela CIP — Confederação Empresarial de Portugal (CIP).

Covid-19: Quase metade das empresas considera novas medidas insuficientes - CIP

Covid-19: Quase metade das empresas considera novas medidas insuficientes – CIP

Quase metade (49%) das empresas considera insuficientes as novas medidas anunciadas pelo Governo para combater a crise causada pela pandemia de covid-19, mostram os resultados de um inquérito apresentado hoje pela CIP — Confederação Empresarial de Portugal (CIP).

O inquérito é o décimo feito no âmbito do “Projeto Sinais Vitais”, desenvolvido pela CIP em parceria com o Marketing FutureCast Lab do ISCTE, que abrangeu 513 empresas, a maioria micro e pequenas empresas.

Segundo o documento, as novas medidas para combater a pandemia são consideradas insuficientes por 49% dos empresários inquiridos, com 27% a considerarem-nas adequadas e 24% demasiado restritivas.

Em causa estão as medidas anunciadas até à realização do inquérito, que se realizou entre 06 e 11 de novembro, pelo que “não estarão refletidas na totalidade as restrições ao abrigo do novo estado de emergência” que entrou em vigor no dia 09, explicou Pedro Esteves, professor do ICSTE e um dos responsáveis técnicos pelo estudo.

Isto significa que as perspetivas dos empresários deverão piorar nos próximos tempos devido às novas restrições, acrescentou.

De acordo com o inquérito, 68% das empresas preveem uma queda do volume de vendas em média de 40% nos últimos dois meses de 2020 face ao período homólogo, enquanto apenas 10% preveem um crescimento de 20% em média.

“Estes valores pioraram este mês”, já que no mês anterior 60% das empresas previam uma diminuição de vendas, sublinha a CIP.

Também as expectativas quanto à evolução dos recursos humanos nos últimos dois meses do ano agravaram-se, com 21% das empresas a anteverem diminuir o número de trabalhadores (em média de 24% do número de efetivos), contra 17% no mês anterior.

Por outro lado, 75% das empresas esperam manter o número de trabalhadores até final do ano e 4% antecipam um aumento de 15%, em média.

Também a expectativa quanto ao investimento piorou face ao mês anterior, com 46% dos empresários a preverem uma redução face a 2019, em média de 53%.

No mês anterior, a percentagem de empresas a pensar diminuir o investimento era de 39%.

Quanto ao barómetro, os dados mostram que a opinião das empresas sobre os apoios do Estado piorou, com 83% das empresas a afirmarem que estão “aquém ou muito aquém” do que necessitam, contra 77% no mês anterior.

“Quatro em cada cinco empresários consideram que as medidas de combate à crise económica estão aquém ou muito aquém do necessário, o que tem sido recorrente ao longo dos meses e que é muito preocupante”, salientou o vice-presidente da CIP, Óscar Gaspar, realçando que o inquérito foi feito já depois de ser conhecida a proposta de Orçamento do Estado para 2021.

“O Orçamento do Estado não é suficiente para resolver uma série de questões das empresas”, acrescentou Óscar Gaspar.

Segundo o barómetro, 61% das empresas indicam que as vendas caíram em outubro face ao mesmo mês de 2019 (em média 39%), enquanto 27% mantiveram as vendas e 12% aumentaram (em média 25%).

Por outro lado, a pandemia levou a uma abertura a novos clientes, com 36% das empresas a registaram vendas a novos clientes em outubro face ao período homólogo.

Os novos clientes representam, em média, 15% das vendas de outubro, indica o documento.

DF // JNM

By Impala News / Lusa

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