Covid-19: Poupanças dos cabo-verdianos nos bancos disparam com a pandemia

As poupanças dos cabo-verdianos nos bancos aumentaram 14,5% até julho, equivalente a 928 milhões de escudos (8,5 milhões de euros) no espaço de um ano, aumento mais acentuado desde o início da pandemia de covid-19, segundo dados oficiais.

Covid-19: Poupanças dos cabo-verdianos nos bancos disparam com a pandemia

Covid-19: Poupanças dos cabo-verdianos nos bancos disparam com a pandemia

As poupanças dos cabo-verdianos nos bancos aumentaram 14,5% até julho, equivalente a 928 milhões de escudos (8,5 milhões de euros) no espaço de um ano, aumento mais acentuado desde o início da pandemia de covid-19, segundo dados oficiais.

De acordo com dados do mais recente relatório estático mensal do Banco de Cabo Verde (BCV), compilados hoje pela Lusa, os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos atingiram no final de julho um máximo histórico de 7.299 milhões de escudos (66,4 milhões de euros).

Trata-se de um aumento de 14,5% face ao valor de julho de 2019, quando os bancos cabo-verdianos tinham depósitos de poupança no valor de 6.370 milhões de escudos (57,9 milhões de euros).

Contudo, desde o início da pandemia de covid-19, com o estado de emergência decretado para todo o arquipélago no final de março, as poupanças dispararam quase 7% no espaço de quatro meses, até julho. Em março, esses depósitos de poupança ascendiam a 6.847 milhões de escudos (62,3 milhões de euros).

O mesmo relatório do BCV refere que em julho último os bancos guardavam mais de 53.724 milhões de escudos (489 milhões de euros) em depósitos de emigrantes cabo-verdianos, praticamente sem alteração face ao registo do mesmo mês de 2019.

Cabo Verde contava até ao final do dia 08 de setembro com um acumulado de 4.400 casos de covid-19 desde 19 de março, com registo de 42 mortos.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 893.524 mortos e infetou mais de 27,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

PVJ // VM

By Impala News / Lusa

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