Covid-19: Poupanças dos cabo-verdianos nos bancos aumentaram mais de 11% na pandemia

As poupanças dos cabo-verdianos nos bancos cresceram mais de 11% em 2020, para um máximo histórico de 66,7 milhões de euros, em plena pandemia de covid-19, segundo dados oficiais compilados hoje pela Lusa.

Covid-19: Poupanças dos cabo-verdianos nos bancos aumentaram mais de 11% na pandemia

Covid-19: Poupanças dos cabo-verdianos nos bancos aumentaram mais de 11% na pandemia

As poupanças dos cabo-verdianos nos bancos cresceram mais de 11% em 2020, para um máximo histórico de 66,7 milhões de euros, em plena pandemia de covid-19, segundo dados oficiais compilados hoje pela Lusa.

De acordo com dados do mais recente relatório estatístico mensal do Banco de Cabo Verde (BCV), os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos ultrapassaram no final de dezembro os 7.435,8 milhões de escudos (66,7 milhões de euros).

Em março de 2020, antes da pandemia de covid-19, essas poupanças cifravam-se em 6.847 milhões de escudos (61,5 milhões de euros), e foram crescendo fortemente todos os meses.

Os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos ultrapassavam no final de 2019 os 6.675 milhões de escudos (59,9 milhões de euros), pelo que se tratou de um crescimento de 11,4% em 2020.

Esses depósitos valiam 5.933,4 milhões de escudos (53,2 milhões de euros) e 2018, e 5.411,8 milhões de escudos (48,6 milhões de euros) em 2017, segundo os dados do BCV.

Em Cabo Verde operam sete bancos comerciais com licença para trabalhar com clientes residentes e quatro apenas com licença para clientes não residentes, considerados ‘offshore’, regime que termina no final deste ano.

Segundo um inquérito realizado há cinco anos pelo BCV sobre a literacia financeira da população cabo-verdiana, cerca de 91% dos inquiridos consideram importante, ou, até mesmo muito importante planear o orçamento familiar e apenas 9% consideram pouco importante ou nada importante.

O estudo concluiu ainda que cerca de 55% dos inquiridos planeavam uma periodicidade mensal, 45% costumava poupar e destes, somente 1 a 2% poupa numa perspetiva de longo prazo, enquanto 53% afirmam que não poupam e, desses, 82% apontam como principal razão o baixo nível de rendimento, enquanto 6% não consideram a poupança como uma prioridade.

O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) realizou um inquérito de conjuntura das famílias cabo-verdianas no segundo trimestre de 2020, chegando à conclusão de que a maior parte dos inquiridos (93,2%) considerou que a atual situação económica do país não permite fazer poupança.

PVJ // VM

By Impala News / Lusa

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