Covid-19: Petrolífera cabo-verdiana liderada pela Galp com prejuízos de quase 2,2 MEuro em 2020

A distribuidora petrolífera cabo-verdiana Enacol, liderada pela portuguesa Galp, registou prejuízos de quase 2,2 milhões de euros em 2020, devido aos efeitos da pandemia de covid-19, segundo o relatório e contas, consultado hoje pela Lusa.

Covid-19: Petrolífera cabo-verdiana liderada pela Galp com prejuízos de quase 2,2 MEuro em 2020

Covid-19: Petrolífera cabo-verdiana liderada pela Galp com prejuízos de quase 2,2 MEuro em 2020

A distribuidora petrolífera cabo-verdiana Enacol, liderada pela portuguesa Galp, registou prejuízos de quase 2,2 milhões de euros em 2020, devido aos efeitos da pandemia de covid-19, segundo o relatório e contas, consultado hoje pela Lusa.

“Economicamente, por sermos particularmente atingidos por esta pandemia, este foi um ano que ficará registado na história da Enacol por uma redução da nossa atividade, que não foi imune à acentuada contração económica global, conduzida por uma queda generalizada de vendas que se fez sentir especialmente nos segmentos da aviação e das bancas marítimas”, lê-se na mensagem do presidente do conselho de administração, Jorge José Borges Carvalho, que consta do documento.

De acordo com o relatório e contas, a Enacol registou um resultado líquido negativo do exercício superior a 242,6 milhões de escudos (2,19 milhões de euros), uma variação negativa de 128% face aos lucros de 855,4 milhões de escudos (7,7 milhões de euros) em 2019.

Este desempenho é desde logo influenciado pelo volume de negócios, que caiu 49% face a 2019, para 9.198 milhões de escudos (83 milhões de euros), enquanto o ativo caiu 29%, para 5.123 milhões de escudos (46,2 milhões de euros) e o passivo desceu 32%, para 1.534 milhões de escudos (13,8 milhões de euros).

Em 2020, a Enacol importou 157.118 toneladas de produtos petrolíferos, menos 40,5% relativamente ao período homólogo.

“Em relação aos custos de importação, nota-se o efeito da forte queda na cotação internacional dos produtos petrolíferos, que pode ser observada pela redução do valor das importações de 47,1% em 2020 face ao homólogo, variação essa mais significativa em valor do que a variação em quantidades, que foi de 40,5%”, lê-se no relatório e contas da empresa.

A Enacol é liderada pela Galp, com uma posição de 48,29%, contando na estrutura acionista também com a sucursal cabo-verdiana da Sonangol (38,99%) – ambas as petrolíferas na estrutura acionista desde 1996 -, enquanto os restantes pequenos acionistas totalizam 12,72% do capital social, nomeadamente após a venda, em 2019, da participação de 2,1% detida pelo Estado cabo-verdiano.

A Enacol fechou 2020 com 211 trabalhadores e o segmento de negócio mais afetado pela crise foi o fornecimento de combustível à aviação, que caiu 61%, face à suspensão total de voos comerciais por cabo Verde, a partir de março do ano passado.

Apesar do desempenho de 2020, o presidente do conselho de administração da Enacol destacou alguns indicadores positivos para a recuperação da atividade da empresa.

“Apesar dos constrangimentos sentidos no primeiro semestre, é de assinalar que estamos num período de recuperação tendo sido possível vislumbrar nos últimos meses do ano uma retoma gradual da procura dos nossos clientes externos. Estamos por isso convictos que saberemos continuar a ser resilientes no sentido de ultrapassarmos as adversidades e continuaremos a apostar em 2021 na cultura de contenção de custos, na racionalização de meios e na otimização de sinergias e recursos”, refere Jorge José Borges Carvalho na mensagem.

Em março de 2020, a Enacol aprovou a distribuição de dividendos no valor de 1.102 milhões de escudos (quase dez milhões de euros) aos acionistas, no valor de 1.102,65 escudos (9,95 euros) por cada ação, referente ao exercício de 2019.

PVJ // VM

By Impala News / Lusa

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