Covid-19: Patronato moçambicano quer reforçar parcerias com Índia para acelerar retoma

A CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique disse hoje que quer reforçar as parcerias e laços económicos com a Índia, visando a “retoma acelerada” da economia dos dois países, face aos impactos do novo coronavírus.

Covid-19: Patronato moçambicano quer reforçar parcerias com Índia para acelerar retoma

Covid-19: Patronato moçambicano quer reforçar parcerias com Índia para acelerar retoma

A CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique disse hoje que quer reforçar as parcerias e laços económicos com a Índia, visando a “retoma acelerada” da economia dos dois países, face aos impactos do novo coronavírus.

“Ansiamos, pois, pelo reforço de parcerias de negócios, quer reforçando os laços económicos já existentes, quer explorando novas oportunidades que possam contribuir para relançar projetos de desenvolvimento que ajudem para uma retoma acelerada da economia dos nossos países”, disse o presidente da CTA, Agostinho Vuma.

O presidente da principal confederação patronal moçambicana falava durante o Fórum de Negócios e Investimentos Moçambique-Índia, realizado hoje em Maputo.

Para Agostinho Vuma, a Índia “pode jogar um papel muito importante” para o desenvolvimento da economia do país face aos desafios impostos pela covid-19, bem como na promoção e dinamização do setor privado na resposta aos problemas que a economia enfrenta.

“Estamos certos de que este fórum poderá ser um passo importante e produtivo na resposta aos desafios para uma economia resiliente aos fatores negativos da pandemia da covid-19”, referiu.

Destacando os ganhos das trocas comerciais entre Moçambique e Índia, o patronato moçambicano sugeriu ainda a expansão de investimentos para a indústria de produtos químicos básicos, cosméticos e corantes, considerando que tem conhecido um crescente mercado no país.

“Uma forte implantação da indústria química em Moçambique, especificamente voltada para a produção de adubos e fertilizantes, pode resultar em consideráveis benefícios para a nossa agricultura”, afirmou Agostinho Vuma, sugerindo a diversificação do leque de produtos que constituem a base das trocas comerciais entre os dois países.

“Juntos poderemos chegar longe e seremos mais fortes do que todos os desafios”, concluiu.

Os últimos dados sobre as relações económicas indicam que Moçambique e Índia atingiram em 2018 cerca de 1,7 milhões de euros em trocas comerciais, uma subida face aos 1,5 milhões no ano anterior.

O carvão, a castanha de caju e o feijão estão entre os principais produtos que a Índia compra a Moçambique.

Desde o anúncio do primeiro caso em 22 de março, Moçambique regista um total de 17.002 casos positivos de covid-19, 143 mortes e 15.006 (88%) pessoas dadas como recuperadas.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.612.297 mortos resultantes de mais de 72,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LYN // LFS

By Impala News / Lusa

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