Covid-19: Pandemia e inflação “desaceleraram” reestruturação da Angola Telecom

O presidente do conselho de administração da Angola Telecom disse hoje que a covid-19 e a inflação no país “desaceleraram a reestruturação” da empresa pública de telecomunicações, que se propõe “melhorar os indicadores comerciais, operacionais e financeiros”.

Covid-19: Pandemia e inflação

Covid-19: Pandemia e inflação “desaceleraram” reestruturação da Angola Telecom

O presidente do conselho de administração da Angola Telecom disse hoje que a covid-19 e a inflação no país “desaceleraram a reestruturação” da empresa pública de telecomunicações, que se propõe “melhorar os indicadores comerciais, operacionais e financeiros”.

Adilson dos Santos, que falava hoje em conferência de imprensa, afirmou que o processo de reestruturação da empresa, “que vem sendo longo, continua neste momento numa fase mais difícil por força da pandemia e da inflação”, admitindo um “cenário desafiante”.

“O próprio período em que vivemos é desafiante e, tal como todas as empresas, não só por causa da covid-19, mas também a inflação, têm enfrentado dificuldades de vária ordem e, de alguma forma, até desaceleram nesse momento a nossa reestruturação”, disse.

A “melhoria dos indicadores comerciais, operacionais e financeiros” constituem os eixos da reestruturação da Angola Telecom.

Segundo Adilson Santos, a sua administração “já conseguiu vencer” o desafio da opinião dos auditores em relação às contas da Angola Telecom, o que indica melhoria dos indicadores.

O responsável deu conta igualmente que a empresa conseguiu alargar a malha da concetividade no país, “com fibra ótica em 16 províncias do país”, fruto da “contínua melhoria” da manutenção das infraestruturas.

“E é, de facto, importante que continuemos no desafio de melhorar e que o nosso objeto que é a conetividade seja feita”, realçou.

Olhando para o percurso da empresa no primeiro semestre de 2020, o presidente da Angola Telecom disse que, do ponto de vista comercial, as ações foram inicialmente satisfatórias, mas a covid-19 “travou a marcha”.

O apoio aos cidadãos durante o período de confinamento por conta da pandemia também foi assinalado pelo responsável, que lamentou, no entanto, os dois cortes registados na fibra ótica do cabo submarino internacional.

“E isto também teve um impacto muito grande, tivemos alguma baixa considerável, portanto esses fatores influenciaram negativamente a nossa produção e como sabe, até agora continuamos a fornecer serviço no retalho do ponto de vista residencial fixo”, notou.

Neste período, a empresa cresceu “muito no ponto de vista ao retalho, mas com um impacto muito menor em relação aos clientes empresariais”, observou.

A Angola Telecom é uma empresa de direito angolano, detida 100% pelo Estado, criada em 06 de março de 1992.

Angola vive desde 26 de maio situação de calamidade pública e conta com 950 casos da covid-19, sendo 667 ativos, 242 recuperados e 41 óbitos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 654 mil mortos e infetou mais de 16,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

DYAS/RCR // VM

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS