Covid-19: Exportações portuguesas de vestuário caem 23,5% em março

As exportações portuguesas de vestuário recuaram 23,5% em março face ao mesmo mês de 2019, somando 215,2 milhões de euros e deixando “preocupada” a associação setorial, que “antevê mais quebras nos próximos meses” devido à pandemia.

Covid-19: Exportações portuguesas de vestuário caem 23,5% em março

Covid-19: Exportações portuguesas de vestuário caem 23,5% em março

As exportações portuguesas de vestuário recuaram 23,5% em março face ao mesmo mês de 2019, somando 215,2 milhões de euros e deixando “preocupada” a associação setorial, que “antevê mais quebras nos próximos meses” devido à pandemia.

“Os dados do INE [Instituto Nacional de Estatística] mostram uma perda superior a 66 milhões de euros em março na comparação com o mesmo mês do ano passado para os exportadores portugueses de vestuário”, refere a Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção (ANIVEC).

Num comunicado divulgado hoje, a associação assume-se “preocupada”, já que esta quebra “ainda só reflete meio mês do estado de emergência”, e diz antever “mais quebras nos próximos meses”.

Por países, entre os 10 principais clientes, a descida “mais abrupta” (-33,4%) em março aconteceu em Espanha, que é o maior mercado externo do vestuário português, seguida do Reino Unido (-29,2%), França (-27,1%) e Itália (-14,2%).

Pelo contrário, as exportações para os EUA (+41,5%) e para a Suécia (+25,9%) “ainda não refletem a crise provocada pela pandemia”.

No acumulado do primeiro trimestre de 2020, a queda das exportações portuguesas de vestuário é mais reduzida, situando-se nos -8,1%, para 751,9 milhões de euros, já que foi “compensada pelas exportações realizadas em janeiro e fevereiro, semelhantes às do período homólogo do ano passado”.

Para o presidente da ANIVEC, “estes números mostram já os desafios que a indústria de vestuário e os seus empresários terão de enfrentar e as quedas irão repetir-se nos próximos meses”, pelo que se impõem “mais medidas por parte do Governo para garantir a retoma”.

“Teremos de nos adaptar e de nos reinventar para sobreviver. Os empresários vão fazer o seu papel para ultrapassar esta crise, como já fizeram noutros períodos menos bons, mas para recuperar será essencial o apoio do Estado e o regresso da procura por parte dos mercados europeus, que são os nossos principais clientes”, sustenta César Araújo, citado no comunicado.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 269 mil mortos e infetou mais de 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.114 pessoas das 27.268 confirmadas como infetadas, e há 2.422 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, vários países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

PD // EA

By Impala News / Lusa

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