Covid-19: ANA diz estar a fazer o possível para dar as melhores condições a passageiros retidos

A ANA Aeroportos de Portugal disse hoje à Lusa que está a disponibilizar “as melhores condições possíveis” aos passageiros retidos no aeroporto de Lisboa enquanto aguardam o resultado de testes à covid-19, cujo caso foi conhecido no sábado.

Covid-19: ANA diz estar a fazer o possível para dar as melhores condições a passageiros retidos

Covid-19: ANA diz estar a fazer o possível para dar as melhores condições a passageiros retidos

A ANA Aeroportos de Portugal disse hoje à Lusa que está a disponibilizar “as melhores condições possíveis” aos passageiros retidos no aeroporto de Lisboa enquanto aguardam o resultado de testes à covid-19, cujo caso foi conhecido no sábado.

A ANA Aeroportos de Portugal disse hoje à Lusa que está a disponibilizar “as melhores condições possíveis” aos passageiros retidos no aeroporto de Lisboa enquanto aguardam o resultado de testes à covid-19, cujo caso foi conhecido no sábado.

Passageiros provenientes de voos de Cabo Verde, que chegaram a Lisboa no sábado, ficaram retidos no aeroporto da capital portuguesa à espera do resultado de testes à doença covid-19 realizados à chegada, sem terem sido previamente avisados de que tal iria acontecer, segundo relatou à agência Lusa um cidadão, vindo da cidade da Praia, que preferiu não ser identificado.

“Sendo o bem-estar dos passageiros uma preocupação, perante estas circunstâncias, a ANA disponibilizou as melhores condições possíveis a uma situação desta natureza”, respondeu a empresa gestora dos aeroportos nacionais, numa declaração por escrito, quando questionada hoje pela agência Lusa sobre esta situação.

Portugal prorrogou até final do mês de janeiro as medidas restritivas relativas ao tráfego aéreo de fora da União Europeia (UE) e do Espaço Schengen, que continua limitado a “viagens essenciais” e sujeito a teste prévio negativo à covid-19.

Segundo o despacho publicado em Diário da República na sexta-feira, as medidas que vigoravam inicialmente até final de dezembro passado estendem-se até final do mês de janeiro e o documento pode ser revisto “em qualquer altura, em função da evolução da situação epidemiológica”.

De acordo com o documento, os cidadãos que, excecionalmente, desembarquem sem o comprovativo do teste negativo devem realizar obrigatoriamente o teste à chegada a território nacional, a expensas próprias, em local próprio no interior do aeroporto, onde aguardarão até à notificação do resultado negativo.

“Após tomar conhecimento do despacho, a ANA, em conjunto com as restantes entidades, procurou encontrar solução logística que desse cumprimento ao estipulado por lei e que minimizasse, na medida do possível, o desconforto dos passageiros que têm de esperar no interior do aeroporto, sabendo que os resultados demorariam cerca de 24 horas”, afirmou fonte oficial da gestora dos aeroportos nacionais.

A ANA informou igualmente que foi instalada uma zona de descanso com camas de campanha e cadeiras, disponibilizando no local “águas, bolachas e papas para crianças”, assim como “acesso a refeições (por encomenda, com mobilização dos lojistas do aeroporto) e a cuidados médicos sempre que necessário”.

“Saliente-se a resposta muito positiva do laboratório, ao pedido de diminuição do tempo de resposta dos resultados, tendo sido possível entregar, até ao momento, resultados em cerca de seis a oito horas”, indicou a ANA.

Um dos passageiros que falou no sábado à Lusa sob condição de anonimato relatou hoje, entretanto, ter recebido o resultado do teste à covid-19 por volta das duas da manhã e ter saído posteriormente das instalações do aeroporto de Lisboa.

Segundo o próprio, só recebeu o resultado quem fez o procedimento até às 16:00, “pelo que houve pessoas que ficaram a dormir no aeroporto”.

“Além disso, houve uma pessoa que testou positivo e que vinha de Londres, portanto, corremos todos o risco de estar positivos porque viemos de outros voos e fomos obrigados a ficar com essa pessoa durante nove horas”, contou o mesmo cidadão, referindo que “até às 02:00, não foi dada qualquer comida ou suporte por parte de alguém”.

O mesmo passageiro relatou ainda que, até ao momento da sua saída do aeroporto, “não viu nenhum médico, nem nenhum elemento da Direção-Geral da Saúde (DGS) para prestar ajuda ou esclarecimento”.

“Tivemos enjaulados como animais, a ser guardados pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e sem qualquer tipo de suporte”, concluiu.

 

 

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