Conflito EUA-China e tecnológicas colocam Wall Street entre estagnação e queda

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo definido, mas entre a estagnação e a queda, com a descida de nomes importantes da tecnologia a afetarem o Nasdaq e a manutenção de posições expetantes por parte dos investidores.

Conflito EUA-China e tecnológicas colocam Wall Street entre estagnação e queda

Conflito EUA-China e tecnológicas colocam Wall Street entre estagnação e queda

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo definido, mas entre a estagnação e a queda, com a descida de nomes importantes da tecnologia a afetarem o Nasdaq e a manutenção de posições expetantes por parte dos investidores.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o tecnológico Nasdaq recuou 1,61%, para os 7.333,02 pontos.

Para esta baixa contribuíram as pesadas desvalorizações da Alphabet, a casa-mãe da Google, que perdeu 6,12%, e da Facebook, que recuou 7,51%, depois de notícias de investigações por parte das autoridades da concorrência norte-americanas sobre as suas práticas comerciais.

Contaminada por este ambiente de desconfiança, a Amazon abandonou 4,64% e a Apple 1,01%. Dadas as suas dimensões, estes dois conglomerados também podem vir a ser escrutinados por aquelas autoridades.

O índice seletivo da praça nova-iorquina, o Dow Jones Industrial Average, conseguiu fechar com um ganho de 0,02%, para os 24.819,78 pontos, depois de fortes flutuações durante a sessão, enquanto o alargado S&P500 perdeu 0,28%, para as 2.74,45 unidades.

No mercado obrigacionista, a taxa da dívida pública norte-americana a 10 anos prosseguiu a sua queda livre, caindo para os 2,06%, o nível mais baixo desde setembro de 2017, depois de chegar a estar em 2,6% no início de maio.

Este recuo das taxas de juro significa que os investidores preferem abandonar ativos considerados agora mais arriscados, como as ações, em troca de investimentos mais seguros, como as obrigações da dívida pública dos EUA.

“Os índices foram travados desde o início da sessão pelos indicadores do índice ISM [gestores de compras] que assinalam uma diminuição da atividade no setor industrial (dos EUA, mas também na China, na Zona Euro, no Reino Unido, no Canadá e no Brasil”, realçou Christopher Low, da FTN Financial.

Estes dados reforçam a ideia de que as tensões comerciais crescentes entre os EUA e vários dos seus parceiros comerciais começam a ter um efeito negativo sobre o crescimento da economia. E os investidores inquietam-se de não ver hipóteses de melhorias.

Atribuindo a Washington a responsabilidade pelo fracasso das negociações, Pequim lançou uma contraofensiva durante este fim-de-semana com novos direitos alfandegários punitivos sobre 60 mil milhões de dólares (53 mil milhões de euros) de produtos norte-americanos importados.

E depois de ter anunciado na quinta-feira a sua intenção de aplicar direitos alfandegários progressivos sobre o conjunto das importações dos EUA provenientes do México, Trump prosseguiu durante todo o fim-de-semana os ataques ao Estado vizinho, culpado na sua opinião de laxismo perante a imigração clandestina.

RN // JPF

By Impala News / Lusa

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