Cancelada ligação entre Macau e Aeroporto Internacional de Hong Kong pelo segundo dia

A ligação marítima entre Macau e o aeroporto internacional de Hong Kong, efetuada habitualmente ao início da noite, foi hoje cancelada pelo segundo dia consecutivo, anunciaram as autoridades do território.

Cancelada ligação entre Macau e Aeroporto Internacional de Hong Kong pelo segundo dia

Cancelada ligação entre Macau e Aeroporto Internacional de Hong Kong pelo segundo dia

A ligação marítima entre Macau e o aeroporto internacional de Hong Kong, efetuada habitualmente ao início da noite, foi hoje cancelada pelo segundo dia consecutivo, anunciaram as autoridades do território.

A Direção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA) indicou que a ligação direta das 19:45 (12:45 em Lisboa) entre o Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Exterior (Macau) e o Aeroporto Internacional de Hong Kong (HKIA) não se vai realizar, na sequência da decisão das autoridades de Hong Kong de cancelarem voos com partida da região administrativa especial chinesa.

“A última viagem” com destino ao HKIA “partiu do Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa às 15:55”, informou a DSAMA, num comunicado idêntico ao emitido na segunda-feira, primeiro dia em que o as autoridades aeroportuárias de Hong Kong cancelaram voos, primeiro com partida e depois a chegar ao território, na sequência de manifestações no terminal.

As autoridades de Hong Kong anunciaram que os serviços de ‘check-in’ para voos que partem do aeroporto internacional, situado na ilha de Lantau, foram suspensos às 16:30 (09:30 em Lisboa).

Os restantes voos que já tinham concluído o processo de ‘check-in’ continuaram a operar, bem como algumas ligações previstas para chegar ao aeroporto. Dezenas de voos destinados à região administrativa especial chinesa foram já cancelados.

As autoridades aconselharam o público em geral a não se deslocar para o aeroporto.

Este é o segundo cancelamento do tráfego aéreo e o quinto dia consecutivo de protestos em Lantau. Iniciadas em junho, as manifestações foram a resposta à apresentação de uma proposta de alteração à lei da extradição, que permitiria às autoridades de Hong Kong a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

A proposta foi, entretanto, suspensa, mas as manifestações generalizaram-se e denunciam agora aquilo que os manifestantes afirmam ser uma “erosão das liberdades” na antiga colónia britânica, reivindicando também medidas para a implementação do sufrágio universal.

Desde meados de junho que os manifestantes exigem a demissão da atual chefe do Governo, um inquérito independente à violência policial e a libertação dos detidos ao longo dos protestos.

A transferência de Hong Kong e Macau para a República Popular da China, em 1997 e 1999, respetivamente, decorreu sob o princípio de “um país, dois sistemas”, precisamente o que os opositores às alterações da lei garantem estar agora em causa.

Para as duas regiões administrativas especiais da China foi acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judiciário, sendo o Governo central chinês responsável pelas relações externas e defesa.

EJ (JMC) // VM

By Impala News / Lusa

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