Cabo Verde registou em 2020 mais de mil ME de projetos de investimento aprovados

Cabo Verde registou em 2020 mais de mil milhões de euros projetos de investimento aprovados, com a ilha do Maio a liderar, anunciou hoje o Presidente da Cabo Verde Trade Invest (CTVI).

Cabo Verde registou em 2020 mais de mil ME de projetos de investimento aprovados

Cabo Verde registou em 2020 mais de mil ME de projetos de investimento aprovados

Cabo Verde registou em 2020 mais de mil milhões de euros projetos de investimento aprovados, com a ilha do Maio a liderar, anunciou hoje o Presidente da Cabo Verde Trade Invest (CTVI).

José Almada Dias, que falava hoje no webinar Portugal – Cabo Verde: Oportunidades de Negócio e de Investimento, iniciativa promovida pela AICEP – Agência para o Comércio Externo de Portugal, em parceria com a sua congénere Cabo Verde Trade Invest, realçou que Cabo Verde registou um recorde de “mais de mil milhões de euros de projetos aprovados”, quando o anterior tinha sido de 600 milhões de euros, num ano em que a pandemia afetou a economia a nível global.

O responsável destacou também que a ilha do Maio é a que lidera a captação de investimentos, seguida de Santiago e São Vicente e que, pela primeira vez, “as ilhas do Sal e da Boavista [vocacionadas para o turismo] não são as principais recetoras de IDE [Investimento Direto Estrangeiro]”.

O presidente da CTVI referiu que esta tendência que “se mantém para 2021”, acrescentando que, apesar de o turismo continuar a ser o setor que atrai o maior volume de investimento, há outros que estão a crescer em termos de IDE.

José Almada Dias apontou como exemplo o facto de uma empresa da Noruega ter escolhido Cabo Verde para primeira produção mundial de atum em aquacultura.

Por outro lado, destacou também o facto de em 2020 ter havido um aumento das exportações de produtos feitos em Cabo Verde. “O grogue e derivados atingiram também em 2020 novos recordes de exportação”, disse.

Quanto a apostas estratégicas do país para o futuro, o presidente da Cabo Verde Trade Invest falou dos setores da economia marítima, aquacultura e pescas, do turismo residencial, saúde e bem-estar, cruzeiros, da economia digital e da agricultura com água dessalinizada.

Mas também do desenvolvimento do setor financeiro, com criação de fundos de investimento, das energias renováveis, nomeadamente da ideia de aproveitamento da energia das ondas e do potencial geotérmico do país, e de um incremento das exportações de produtos ‘Made in Cabo Verde’.

Para o responsável CVTI, o país é “muito competitivo” em termos de incentivo ao investimento e na sua intervenção no webinar enumerou vários dos benefícios para o investidor estrangeiro que queira apostar em Cabo Verde.

“Esperamos ver, nos anos vindouros, muitas empresas, designadamente portuguesas, e outras, a instalarem-se” em Cabo Verde, a criarem emprego, a consolidarem ali as suas contas e a auferirem de todos os benefícios que o país oferece para queira ali investir, concluiu.

Além das intervenções dos presidentes da AICEP e da Cabo Verde Trade Invest (CVTI), José Almada Dias, o evento contou também com a participação do delegado da AICEP em Cabo Verde, Paulo Borges, e com os testemunhos das experiências no mercado cabo-verdiano das empresas Academia do Código e do projeto Lusofonia Cabo Verde Eco-Resort.

A sessão de encerramento contou com as intervenções dos embaixadores de Cabo Verde em Portugal, Eurico Monteiro, e de Portugal em Cabo Verde, António Moniz.

ATR // VM

By Impala News / Lusa

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