Cabo Verde confiante na saída este ano da “lista cinzenta” das Finanças da UE

A diretora nacional de Receitas do Estado de Cabo Verde mostrou-se hoje confiante na saída do país, em 2019, da “lista cinzenta” de jurisdições fiscais, elaborada pela União Europeia, considerando que as condições necessárias serão alcançadas até final deste ano.

Cabo Verde confiante na saída este ano da

Cabo Verde confiante na saída este ano da “lista cinzenta” das Finanças da UE

A diretora nacional de Receitas do Estado de Cabo Verde mostrou-se hoje confiante na saída do país, em 2019, da “lista cinzenta” de jurisdições fiscais, elaborada pela União Europeia, considerando que as condições necessárias serão alcançadas até final deste ano.

Em declarações à agência Lusa, Lisa Vaz reagia ao facto de Cabo Verde permanecer na “lista cinzenta” atualizada de jurisdições fiscais não cooperantes, anunciada terça-feira pelos ministros das Finanças da União Europeia (UE).

Nesta “lista cinzenta” encontram-se 34 países que a UE vai continuar a monitorizar com particular atenção, entre os quais Cabo Verde.

Para Lisa Vaz, esta classificação tem um “aspeto positivo”, que é o de Cabo Verde não ter ido parar à “lista negra”, o que seria “péssimo”, defendendo que isso colocaria em causa “a credibilidade do país”.

Estar na lista negra significa que “um país que não é transparente, que não comunica, com efeitos nocivos ao nível da imagem, atração de investimento externo, processo de internacionalização. É péssimo, significa um retrocesso ao nível dos investimentos e uma mancha no currículo de Cabo Verde”, adiantou.

Lisa Vaz acredita que o país vai cumprir “o plano de ação acordado com a UE e que envolve um conjunto de ações a serem desenvolvidas até 2019”.

“Já desenvolvemos um conjunto de ações, como a eliminação e revisão de regimes considerados prejudiciais à luz do código de conduta e foram assumidos em série de orçamento do Estado, aderimos ao Fórum Global e ao quadro inclusivo”, enumerou.

Falta, acrescentou a responsável, “o processo de adesão à convenção multilateral que vamos iniciar os primeiros passos administrativos”, disse, acrescentando que este “vai permitir a troca efetiva de informações numa escala maior”.

“Temos todas as condições para, até ao final do ano, termos o processo de adesão concluído, creio que estamos no bom caminho”, concluiu.

SMM // PVJ

By Impala News / Lusa

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