BCE deteta ‘irrelevante’ financiamento’ no aumento de capital do Banco Popular em 2016

O BCE analisou um eventual financiamento a clientes do Banco Popular para participarem no aumento de capital do banco em 2016, para limpar ativos tóxicos, e detetou operações, mas de um montante (51 milhões) “irrelevante” e não representativo.

BCE deteta 'irrelevante' financiamento' no aumento de capital do Banco Popular em 2016

BCE deteta ‘irrelevante’ financiamento’ no aumento de capital do Banco Popular em 2016

O BCE analisou um eventual financiamento a clientes do Banco Popular para participarem no aumento de capital do banco em 2016, para limpar ativos tóxicos, e detetou operações, mas de um montante (51 milhões) “irrelevante” e não representativo.

O aumento de capital, em 2016, com o qual o banco obteve 2.500 milhões de euros, constitui o eixo de uma das peças avulsas investigadas por uma equipa de supervisão conjunta do Banco Central Europeu (BCE) e dos supervisores espanhóis, no âmbito da qual o juiz José Luis Calama solicitou esta semana mais documentação.

A equipa decidiu rever uma amostra de assinantes, a fim de saber se o capital emitido tinha sido colocado entre os clientes do banco, e se o valor tinha sido deduzido dos índices de capital do banco.

A revisão incidiu sobre a parte correspondente às ações depositadas no Popular (1.363 milhões desses 2.500), equivalente a 54% do valor total do aumento, e, desse montante, 612 milhões correspondiam a assinantes que também eram clientes do banco e que tinham aumentado o nível de endividamento nos três meses anteriores à operação.

Porém, naquela data ainda não havia sido considerado o aumento de capital, operação que foi conhecida apenas um mês antes do seu lançamento.

Daí foram selecionados 186 subscritores, num total de 87 milhões de euros subscritos, depois da segmentação de clientes de acordo com o número de ações subscritas que identificou 58 milhões de financiamentos diretos para aquisição de ações, representativo de 66% da amostra revista, sendo o objetivo dos empréstimos financiar a compra de direitos de subscrição e ações, em muitos casos pelo valor exato.

Mas, depois de alguns mutuários venderem as suas ações alguns dias após o aumento de capital, o valor final passou de 58 milhões de euros para 51 milhões de euros, montante que para os técnicos da equipa de supervisão conjunta, citados pela agência Efe, “não parece significativo em termos quantitativos” e, acrescentam, “não é representativo questionar o aumento de capital por si só”.

Os peritos concluíram que, para apurar se houve efetivamente um financiamento “generalizado” da aquisição de ações, seria necessário rever um conjunto de processos que abrangiam a maioria dos clientes que receberam financiamento desses 612 milhões de euros.

VP // EA

By Impala News / Lusa

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