Banco Mundial financia inclusão social em Cabo Verde com 10 milhões de dólares

O Banco Mundial vai financiar com 10 milhões de dólares um conjunto de programas para a inclusão social e produtiva dos mais pobres e vulneráveis em Cabo Verde, país onde vai estabelecer um escritório, segundo acordos hoje assinados.

Banco Mundial financia inclusão social em Cabo Verde com 10 milhões de dólares

Banco Mundial financia inclusão social em Cabo Verde com 10 milhões de dólares

O Banco Mundial vai financiar com 10 milhões de dólares um conjunto de programas para a inclusão social e produtiva dos mais pobres e vulneráveis em Cabo Verde, país onde vai estabelecer um escritório, segundo acordos hoje assinados.

Para o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, que presidiu à assinatura dos acordos, “os impactos deste financiamento dirigido à expansão do Programa de Rendimento Social de Inclusão e de Inclusão Produtiva e ao reforço institucional serão significativos na redução da pobreza em Cabo Verde”.

Ulisses Correia e Silva falava no final da assinatura dos dois acordos com o Banco Mundial, um direcionado ao financiamento do projeto de inclusão social, e outro para o estabelecimento de uma representação do Banco Mundial em Cabo Verde.

“Reduzir a pobreza impõe intervir com eficácia para quebrar o seu ciclo vicioso e evitar que ela se transmita de geração em geração”, disse o chefe de Governo, para quem “o instrumento mais potente para o efeito é a educação”.

Por isso, acrescentou, o executivo está a dar uma “especial atenção à redução do abandono escolar e do insucesso escolar, à universalidade do acesso ao ensino pré-escolar, à gratuitidade no ensino básico e secundário, à intercomunicabilidade entre o ensino básico e a formação profissional e à qualidade do ensino para formar jovens com competências que os integre no mundo global”.

Após a assinatura dos acordos, que decorreu no Palácio do Governo, na cidade da Praia, a diretora do Banco Mundial para Cabo Verde, Louise Cord, reafirmou o empenho da instituição em ajudar o país no objetivo de uma inclusão social produtiva.

Louise Cord, que é também diretora da instituição para o Senegal, Gâmbia, Guiné-Bissau e Mauritânia, afirmou mesmo que se trata de “um momento histórico” para o Banco Mundial em Cabo Verde a assinatura do acordo com vista ao estabelecimento de uma representação da instituição no arquipélago, que espelha “a política de diálogo” existente com o país.

Os compromissos assumidos pelo Grupo Banco Mundial (GBM) em Cabo Verde elevam-se a 77,5 milhões de dólares, dos quais 10,8 milhões de dólares estão ainda por desembolsar, segundo informação do Banco Mundial em Cabo Verde.

Por seu lado, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, um dos subscritores dos acordos, referiu-se aos mesmos como “símbolos da confiança em Cabo Verde, nas suas instituições e futuro”.

Na sua opinião, “ter em Cabo Verde um representante permanente do Banco Mundial é extremamente importante para o que se pretende construir”.

Em julho do ano passado, e pela primeira vez, Cabo Verde passou a ter uma representante residente do Banco Mundial, a senegalesa Fatou Fall.

“Ainda temos muita pobreza e assimetrias regionais”, lamentou, sublinhando o bom entendimento entre o Banco Mundial e o Governo de Cabo Verde.

O financiamento do Banco Mundial hoje firmado incidirá nas políticas do Governo para a inclusão social, concentrando-se em duas estratégias principais: a expansão contínua do Cadastro Social Único (CSU) e a implementação e expansão do Programa de Rendimento Social de Inclusão.

SMM // VM

By Impala News / Lusa

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