Banco central da Rússia prevê contração da economia russa entre 4% e 6% em 2022

O Banco Central da Rússia (BCR) previu hoje que a economia russa irá contrair este ano entre 4% e 6%, menos quatro pontos do que estimou em abril passado.

Banco central da Rússia prevê contração da economia russa entre 4% e 6% em 2022

Banco central da Rússia prevê contração da economia russa entre 4% e 6% em 2022

O Banco Central da Rússia (BCR) previu hoje que a economia russa irá contrair este ano entre 4% e 6%, menos quatro pontos do que estimou em abril passado.

Em abril, o BCR previu uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) russo entre 8% e 10% em 2022 devido ao impacto das sanções ocidentais.

Depois de uma reunião regular, na qual o Conselho de Administração decidiu reduzir a taxa de juro em 150 pontos base para 8%, a instituição monetária russa afirmou que “o ambiente externo da economia russa continua a ser complexo e restringe significativamente a atividade económica” no país.

“Globalmente, o declínio real da atividade económica no segundo trimestre é menos pronunciado do que o Banco da Rússia assumiu em junho”, afirmou o BCR num comunicado.

Segundo o BCR, a inflação este ano ficará entre 12% e 15%, entre 5% e 7% em 2023 e voltará para 4% em 2024 (o objetivo fixado pelas autoridades).

“O ritmo de aumento dos preços do consumidor permanece baixo, o que ajuda a continuar o abrandamento da inflação anual”, disse o regulador.

Apesar das condições externas “constrangerem significativamente” a atividade económica do país, o BCR salientou que o declínio da atividade económica é mais lento do que o previsto em junho passado.

“O declínio da atividade económica deve-se tanto à oferta como à procura”, sublinhou a entidade, acrescentando que “a atividade dos consumidores continua moderada, mas está a começar a recuperar devido, entre outros fatores, ao aumento gradual das importações de bens de consumo”.

O BCR observou que as empresas russas ainda enfrentam dificuldades em ajustar a produção e logística devido às sanções, mas salientou que o sentimento empresarial “está a melhorar gradualmente com a diversificação dos fornecedores de produtos acabados, matérias-primas e componentes, bem como nos mercados de vendas”.

Ao mesmo tempo, o BCR indicou que a redução das importações devido a restrições financeiras e comerciais continua a compensar o declínio das exportações.

MC // EA

By Impala News / Lusa

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