Autoridades moçambicanas desmantelam redes de tráfico de pedras preciosas em Cabo Delgado

As autoridades moçambicanas desmantelaram redes de tráfico de pedras preciosas em Montepuez, na província de Cabo Delgado, e apreenderam pouco mais de quatro toneladas de vários minérios.

Autoridades moçambicanas desmantelam redes de tráfico de pedras preciosas em Cabo Delgado

Autoridades moçambicanas desmantelam redes de tráfico de pedras preciosas em Cabo Delgado

As autoridades moçambicanas desmantelaram redes de tráfico de pedras preciosas em Montepuez, na província de Cabo Delgado, e apreenderam pouco mais de quatro toneladas de vários minérios.

Maputo, 29 jun 2020 ( Lusa) – As autoridades moçambicanas desmantelaram redes de tráfico de pedras preciosas em Montepuez, na província de Cabo Delgado, e apreenderam pouco mais de quatro toneladas de vários minérios, disse hoje à Lusa fonte oficial.

“Estes crimes envolvem cidadãos moçambicanos e estrangeiros e, assim, podemos dizer que estamos perante redes de tráfico de pedras preciosas”, disse Obete Matine, inspetor geral no Ministério dos Recurso Minerais e Energia de Moçambique.

Durante a operação, foram aprendidas pouco mais de quatro toneladas de turmalinas, quartzitos mineralizados a ouro e granadas, além de várias gramas de rubi, curando e águas marinhas.

As pedras foram apreendidas em várias residências e estabelecimentos vocacionadas para venda de outros produtos no município de Montepuez.

A operação juntou a polícia, o departamento de inspeção do Ministério dos Recurso Minerais e Energia e a empresa Montepuez Rubi Mining(MRM), detida maioritariamente pelo grupo Gemfields.

Segundo a mesma fonte, há, pelo menos, dez pessoas envolvidas, entre moçambicanos e estrangeiros, parte destes com documentos fora do prazo.

“Há estrangeiros que já se instalaram na comunidade, casaram-se com mulheres moçambicanas, o que torna o processo para o desmantelamento destas redes complexo”, declarou Obete Matine, acrescentando que a intenção das autoridades agora é garantir uma fiscalização constante.

A MRM, que detém 33 mil hectares de concessão para exploração de rubis em Montepuez, tem vindo a alertar para as consequências do garimpo ilegal na região, denunciando o que classificou de “escravatura moderna” a que muitos jovens são sujeitos, a mando de traficantes de pedras preciosas no mercado internacional, nas jazidas dentro da concessão da empresa.

Em fevereiro, 11 garimpeiros ilegais morreram devido ao desabamento de terra na mesma mina.

EYAC // PJA

By Impala News / Lusa

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