Autoridade dos Transportes recebeu 74 queixas por dia no segundo semestre de 2019

A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes recebeu, no segundo semestre do ano passado, 13.693 reclamações relativamente aos transportes, uma média diária de 74.

Autoridade dos Transportes recebeu 74 queixas por dia no segundo semestre de 2019

Autoridade dos Transportes recebeu 74 queixas por dia no segundo semestre de 2019

A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes recebeu, no segundo semestre do ano passado, 13.693 reclamações relativamente aos transportes, uma média diária de 74.

A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) recebeu, no segundo semestre do ano passado, 13.693 reclamações relativamente aos transportes, uma média diária de 74, que representa um aumento de 57,2% em relação aos seis meses anteriores.

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Segundo o “Relatório sobre Reclamações no Ecossistema da Mobilidade e dos Transportes — 2.º Semestre de 2019”, hoje divulgado, 8.060 das 13.693 reclamações foram dirigidas ao setor rodoviário, revelou a autoridade que regula e fiscaliza o setor dos transportes em Portugal.

As 13.693 reclamações representam um aumento de 57,2% (mais 4.980) em relação ao primeiro semestre do ano passado, o que a AMT justifica com o aumento do número de passageiros nos transportes públicos, devido à redução dos custos dos passes, em abril, “que terá colocado maior pressão no sistema, sobretudo nos transportes metropolitanos de Lisboa e do Porto, onde se concentra a maior parte da procura”.

Em comparação com o primeiro semestre de 2019, foi registado um acréscimo geral de 72,4% nas reclamações no setor rodoviário e de 51,1% no ferroviário e uma diminuição de 34,2% no setor fluvial.

Já “o subsetor ferroviário de passageiros registou +64% de queixas e o rodoviário de passageiros +59,6%. O subsetor fluvial de passageiros assinalou 34,2% de reclamações, o equivalente a menos 219 queixas”, acrescentou a autoridade.

As principais queixas (71% do total) dizem respeito a “cumprimento defeituoso / cumprimento não conforme com o contrato / incumprimento”, “preços / pagamento / bilheteiras” e a “qualidade do atendimento / atendimento deficiente nos estabelecimentos e no atendimento telefónico”.

A AMT destacou que o PART – Programa de Apoio à Redução Tarifária, que entrou em vigor em abril de 2019, “induziu substanciais acréscimos de procura, em níveis que já não se verificavam há vários anos”.

Com o PART, segundo a AMT, “o número de passageiros transportados a nível nacional, incluindo os detentores de títulos tipo passe, para todos os modos de transportes, registou variações homólogas positivas de cerca de +7% e de +15%, sendo que as variações mais expressivas registaram-se nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, com variações até +29%”.

A autoridade dos transportes salientou que, em relação ao período homólogo de 2018, o número de queixas passou de 10.431 para 13.693.

“Se forem contabilizadas as reclamações por milhão de passageiros transportados”, assinala-se “um aumento de 13,7% das queixas relativamente ao subsetor metropolitano de passageiros”, mas “um decréscimo nas reclamações de -21% no subsetor ferroviário de passageiros e de -46,6% no subsetor fluvial”, precisou.

No último semestre de 2019, segundo o INE, o setor ferroviário transportou 97,7 milhões de passageiros (+22,1% em relação ao semestre anterior), o metropolitano transportou 139 milhões de passageiros (+6,7%) e o fluvial 12,5 milhões de passageiros (+20,2%).

Do total de 13.693 reclamações, 9.639 foram inscritas em livros de reclamações físicos, 2.804 no Livro de Reclamações Eletrónico e as restantes 1.250 tiveram outras origens.

Relativamente ao período da pandemia, o presidente da AMT, João Carvalho, admitiu na quarta-feira, em declarações no parlamento, que a autoridade recebeu cerca de 400 reclamações devido à sobrelotação, mas também sobre questões de segurança e higiene, nos transportes públicos de passageiros do país, destacando a “avalanche” de utilizadores quando se passou do estado de emergência para o de calamidade.

“Tem havido sobrelotação, nós temos recebido reclamações”, disse João Carvalho.

“Não era previsível que acontecesse isto. […] É uma coisa nova, estavam os serviços mínimos, de repente começa a avalanche de utilizadores de transportes”, acrescentou.

 

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