Autarca da Régua contra “clara discriminação” aos utentes da ferrovia na região

O presidente da Câmara do Peso da Régua disse hoje que os utentes da região da linha ferroviária do Douro pagam três vezes mais do que os da Área Metropolitana do Porto (AMP), considerando ser uma “clara discriminação”.

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Autarca da Régua contra “clara discriminação” aos utentes da ferrovia na região

O presidente da Câmara do Peso da Régua disse hoje que os utentes da região da linha ferroviária do Douro pagam três vezes mais do que os da Área Metropolitana do Porto (AMP), considerando ser uma “clara discriminação”.

“Estes utentes são prejudicados no preço, bem como nas condições de deslocação, e esta situação é inaceitável e discriminatória”, realçou à Lusa o autarca do Peso da Régua, no distrito de Vila Real, José Manuel Gonçalves, referindo-se aos clientes que sejam portadores do passe único na AMP, o que torna a viagem mais barata.

Segundo o social-democrata, quem utiliza a Linha do Douro fora da área metropolitana paga o triplo e está sujeito a “condições piores”.

“Por vezes o comboio está cheio e têm de viajar de pé, e já basta esse desfavorecimento”, assinalou.

José Manuel Gonçalves solicitou na sexta-feira um pedido de esclarecimento à Comboios de Portugal (CP) sobre a eventual extinção de serviços regionais e inter-regionais na Linha do Douro, tendo a empresa ferroviária já assegurado nunca ter ponderado qualquer supressão.

Em causa estava a suposta eliminação de três serviços diários inter-regionais de Peso da Régua para o Pocinho e vice-versa e dois serviços de comboios regionais de Peso da Régua até ao Marco de Canaveses e vice-versa, assim como dois serviços inter-regionais entre Peso da Régua – Porto e vice-versa.

Contactada pela agência Lusa, a administração da CP garantiu que não está a “ponderar qualquer extinção de serviço na Linha do Douro”.

José Manuel Gonçalves questionou ainda se “está a ser ponderado pela CP a substituição do material circulante, regressando à linha entre o Marco de Canaveses — Peso da Régua — Pocinho o mesmo material que foi utilizado, de forma excecional, nas obras de eletrificação”.

Sobre este assunto, a CP realçou que estão a ser ponderadas alterações, mas que não há “no momento atual” qualquer decisão.

“Qualquer alteração que a CP venha a realizar na Linha do Douro, terá sempre subjacente a melhoria da qualidade do serviço”, vincou.

A administração da CP acrescentou ainda que já manifestou “a sua total disponibilidade para promover um encontro com o presidente da Câmara da Régua e outras entidades autárquicas para clarificar eventuais dúvidas relacionadas com estes temas”.

DYMC // JAP

By Impala News / Lusa

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