António Costa quer mais doutorados no tecido empresarial português

O primeiro-ministro defendeu hoje serem necessários mais doutorados no tecido empresarial português, destacando que as empresas têm atualmente “mais consciência” de que que necessitam de “apostar na contratação”.

António Costa quer mais doutorados no tecido empresarial português

António Costa quer mais doutorados no tecido empresarial português

O primeiro-ministro defendeu hoje serem necessários mais doutorados no tecido empresarial português, destacando que as empresas têm atualmente “mais consciência” de que que necessitam de “apostar na contratação”.

Porto, 09 abr 2019 (Lusa) – O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje serem necessários mais doutorados no tecido empresarial português, destacando que as empresas têm atualmente “mais consciência” de que que necessitam de “apostar na contratação” para o desenvolvimento da sua atividade.

“Podemos estar hoje confiantes de que vamos ultrapassar o objetivo que nos havíamos proposto, de apoiar a criação de cinco mil postos de trabalho entre instituições do ensino superior nas unidades inovação e desenvolvimento (I&D) e empresas até ao final desta legislatura”, disse António Costa, à margem da terceira sessão da ‘Convenção Nacional do Ensino Superior 2020-2030’, que decorre hoje na Reitoria da Universidade do Porto.

Segundo o governante, desde janeiro de 2017 já foram formalizados “mais de três mil” contratos e estão abertos concursos para “mais 4.600” contratos nas diferentes vias do programa de Estímulo ao Emprego Científico.

“Houve já um crescimento muito significativo de doutorados a realizar atividades de I&D, mais 30%, e também aumentou desde 2015 o número de empresas que beneficiam de apoios fiscais para contratar mais investigadores, cerca de 37% no mesmo período”, apontou.

António Costa lembrou também o aumento “das bolsas de doutoramento”, que de 971, em 2015, passaram para mais de 1.600 no ano letivo de 2018-2019, acreditando que o Governo está a contribuir “para a mudança de paradigma de empregabilidade” e a assegurar “condições dignas e sustentáveis” aos doutorados.

“Até ao início deste mês, já tinham sido celebrados contratos com 87% dos bolseiros elegíveis ao abrigo da norma transitória, dando a estes bolseiros a oportunidade de uma carreira científica digna. Bem sei que a aplicação concreta do PREVPAP [Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública] ao sistema de ensino superior se reveste de particular complexidade”, disse, acrescentando que “combater a precariedade é uma prioridade, mas tem de ser conjugada com a preservação da especificidade própria, seja da carreira docente, seja da carreira de investigação universitária”.

Durante a sessão, António Costa apontou “um conjunto de elementos” que são necessários ter em conta, ao traçar a agenda do ensino superior para a próxima década.

“Em primeiro lugar, prosseguirmos com o aumento de alunos inscritos no ensino superior. Em segundo lugar, diversificando e especializando o processo de ensino e aprendizagem. Em terceiro, através da criação de mais e melhor emprego. Em quarto lugar, o estímulo à capacidade de empreendedorismo dos nossos jovens e investigadores com mais responsabilidade individual e coletiva. Em quinto, através da promoção da internacionalização das instituições de ensino superior, promovendo parcerias internacionais, atraindo estudantes e investigadores estrangeiros. E, finalmente, é fundamental desenvolver um quadro dinâmico de ligação entre os centros de produção de conhecimento e o tecido empresarial, de forma a favorecer e valorizar o conhecimento”, enumerou.

O primeiro-ministro lembrou ainda que um dos “resultados mais positivos” da recuperação económica do país foi o aumento de mais 15 mil alunos a frequentarem o ensino superior, algo que acredita ser “um sinal de recuperação do rendimento das famílias”, mas também a “recuperação da ideia de que o investimento em educação é o investimento mais produtivo”.

Além do aumento de alunos a frequentarem o ensino superior, o governante sublinhou também a aposta nos alunos do ensino técnico-profissional e a promoção de um programa nacional para o alojamento dos estudantes universitários.

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By Impala News / Lusa

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