Angolana BestFly com mais de 500 passageiros nos primeiros dias em Cabo Verde

A companhia aérea BestFly transportou mais de 500 passageiros nos primeiros dias da concessão do serviço público de transporte aéreo interilhas em Cabo Verde, que iniciou na segunda-feira, disse hoje à Lusa o diretor-executivo do grupo angolano, Nuno Pereira.

Angolana BestFly com mais de 500 passageiros nos primeiros dias em Cabo Verde

Angolana BestFly com mais de 500 passageiros nos primeiros dias em Cabo Verde

A companhia aérea BestFly transportou mais de 500 passageiros nos primeiros dias da concessão do serviço público de transporte aéreo interilhas em Cabo Verde, que iniciou na segunda-feira, disse hoje à Lusa o diretor-executivo do grupo angolano, Nuno Pereira.

“Trata-se de um número que fica bastante acima do que prevíamos para a primeira semana, com tão pouco tempo de preparação e de divulgação”, afirmou Nuno Pereira.

Entre segunda e sexta-feira — e tendo em conta que a companhia, nesta fase, não realiza voos à terça-feira, por questões operacionais -, com seis voos diários entre as ilhas, a BestFly, explicou o diretor-executivo, transportou “mais de 500 passageiros”.

“Ao fim da primeira semana temos a operação a correr a 100%”, garantiu.

O grupo de origem angolana foi escolhido pelo Governo cabo-verdiano, após consulta ao mercado, para assumir a partir de 17 de maio uma concessão emergencial, de seis meses, do serviço público de transporte aéreo de passageiros interilhas. A escolha foi anunciada em 14 de maio pelo Governo, perante a ausência, há várias semanas, de bilhetes e voos agendados pela Transportes Interilhas de Cabo Verde (TICV, do grupo espanhol Binter) a partir de 17 de maio — num aparente diferendo com o Governo, reclamando apoios financeiros devido ao impacto da pandemia de covid-19 -, sendo esta a única que operava, há quase três anos, as ligações aéreas internas.

O diretor-executivo da companhia já tinha assumido anteriormente os objetivos baixar o preço dos voos domésticos em Cabo Verde e permanecer além do contrato emergencial de seis meses, que iniciou na segunda-feira.

“O que nos comprometemos com o Governo de Cabo Verde foi em arranjar uma solução em que o Estado de Cabo Verde não tivesse despesa e nós, enquanto empresa, não tivéssemos despesa. Atingirmos o breakeven [equilíbrio financeiro], é o nosso objetivo”, afirmou, em entrevista anterior à Lusa, na Praia.

Nesta primeira semana (até domingo), a companhia previa realizar 30 voos, entre todas as ilhas de Cabo Verde, numa operação que foi montada “em apenas 15 dias”. Nuno Pereira garantiu que apesar das dificuldades do setor, com forte quebra na procura no último ano, devido à ausência de turismo, o estudo de mercado realizado sugere que continua a ser “um negócio bastante apelativo”.

“Nós temos a nossa operação muito bem organizada, com contenção de custos, com eficiências técnicas e operacionais, porque como é óbvio não podemos perder dinheiro. Mas a ideia também não é vir ganhar muito dinheiro e isso é refletido pelo preço dos bilhetes. Vão baixar, vão ser mais baratos, essa é a ideia”, disse Nuno Pereira.

“Esse foi o nosso compromisso com Cabo Verde. Foi trazer soluções de transporte a um preço que seja equilibrado e condicente com a situação atual que o mundo vive”, acrescentou o diretor-executivo da companhia.

O grupo BestFly resulta de uma empresa de origem familiar criada em Angola e opera ainda em geografias como Dubai, República do Congo ou Portugal.

A operação em Cabo Verde, onde o grupo afirma ter uma empresa própria, arrancou com o operador BestFly Angola, enquanto aguarda a certificação da Autoridade de Aviação Civil (AAC) como operador cabo-verdiano, e com uma aeronave ATR72-600, prevendo a chegada da segunda até final de junho.

“Só não chega mais cedo por causa da manutenção a que está a ser sujeita, tão logo esteja pronta vem para Cabo Verde”, garantiu, assumindo que o objetivo da BestFly no arquipélago é “continuar após os seis meses” do contrato de concessão emergencial.

PVJ // PJA

By Impala News / Lusa

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