Angola com 8.000 denúncias por semana de “falta de ética e integridade” na administração pública

A Inspeção Geral da Administração do Estado (IGAE) angolana anunciou hoje que o organismo recebe por semana 8.000 denúncias sobre falta de ética e integridade na administração pública e reconhece ser este “um mal que ainda enferma o setor”.

Angola com 8.000 denúncias por semana de

Angola com 8.000 denúncias por semana de “falta de ética e integridade” na administração pública

A Inspeção Geral da Administração do Estado (IGAE) angolana anunciou hoje que o organismo recebe por semana 8.000 denúncias sobre falta de ética e integridade na administração pública e reconhece ser este “um mal que ainda enferma o setor”.

“Na administração pública enferma este mal sobre a falta de ética, todos os dias recebemos denúncias neste aspeto, recebemos 8.000 denúncias todas as semanas por falta de ética e integridade da administração pública”, afirmou o inspetor-geral adjunto da IGAE, Nelson Domingos da Costa.

Segundo o responsável, na base da regulamentação que rege a ação da IGAE, o organismo tem atuado diante das denúncias que regista, mas, observou, “é um trabalho que ainda temos que fazer”.

“É uma continuidade, não devemos parar por aqui, porque ainda enferma a má administração pública é verdade, mas estamos na luta para melhorar esses aspetos”, disse o dirigente.

Nelson Domingos da Costa falava, em Luanda, durante uma conferência promovida pela Ernest Young (EY) que abordou a “Integridade, Ética e Cibersegurança: Desafios e Oportunidades”.

O inspetor-geral adjunto da IGAE, que intervinha num painel sobre “integridade e ética”, referiu também que o trabalho do setor “é árduo”, porque se tem “que mudar a mentalidade”.

“E este é o grande desafio”, reconheceu o responsável, recordando que todos os organismos do Estado regem-se por um estatuto e dentro dos estatutos está espelhada “a ética do funcionário”.

A integridade e ética e a cibersegurança foram temas discutidos no encontro em dois painéis que contou com distintos intervenientes do setor empresarial público e privado angolano ligados à banca, telecomunicações, petróleos e direito.

DYAS // LFS

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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