Altri estuda autonomizar negócios de papel e da energia

A Altri está a estudar a autonomização dos negócios de pasta de papel e da energia, um processo que deverá assentar num modelo em que os acionistas do grupo passarão a deter a totalidade da participação maioritária na Greenvolt.

Altri estuda autonomizar negócios de papel e da energia

Altri estuda autonomizar negócios de papel e da energia

A Altri está a estudar a autonomização dos negócios de pasta de papel e da energia, um processo que deverá assentar num modelo em que os acionistas do grupo passarão a deter a totalidade da participação maioritária na Greenvolt.

No comunicado, divulgado no ‘site’ da CMVM, a Altri explicou que “o desenvolvimento normal dos negócios da Altri e da Greenvolt, como se sabe, registam ciclos e ritmos diferentes e despertam a atenção de distintos perfis de financiadores e investidores”.

Por isso, “em face das perspetivas de crescimento da Greenvolt e da Altri, afigura-se razoável e necessário contemplar o estudo em torno da otimização da participação acionista da Altri na Greenvolt, o que poderá envolver um eventual processo de autonomização dessa participação”.

Esta decisão será tomada “se tal constituir uma resposta adequada para a evolução otimizada das empresas em causa, ajustada à realidade subjacente aos seus negócios próprios e às suas perspetivas de evolução e uma vez realizada a análise dos impactos e das vantagens de uma separação total dos negócios da pasta e da energia renovável”, disse a Altri.

O grupo explicou em seguida que a “eventual autonomização de cada um desses negócios, a ser implementada, poderá ainda permitir a segregação entre os balanços das duas empresas, contribuindo para que ambas prossigam o seu plano de negócios de forma autónoma”.

Assim, detalhou, a “concretização desta eventual operação assentará num modelo em que os acionistas da Altri passarão a deter a totalidade da participação maioritária que esta empresa detém na Greenvolt, num modelo que será definido na sequência do estudo acima referido, em circunstâncias que, por conseguinte, não serão suscetíveis de originar uma transição de controlo sobre a Greenvolt da Altri para outra entidade”.

De acordo com a informação disponível no ‘site’ da Greenvolt, a Altri detém neste momento 58,72% dos direitos de voto no grupo de energia, sendo que, destes 43,27% são detidos diretamente e 15,45% através da Caima Energia.

No comunicado de hoje, a Altri sublinhou que a “possível concretização de tal operação de autonomização das empresas e dos seus negócios estará naturalmente dependente da obtenção de todas as aprovações estatutárias, legais, contratuais e regulatórias, neste caso, em particular, na medida aplicável, por parte da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

“Em especial, tal eventual operação, caso venha a ter lugar, respeitará sempre as obrigações de ‘lock-up’ assumidas e em vigor até 15 de janeiro de 2022, quer pela Altri, quer pela Greenvolt, no contexto do IPO [oferta pública inicial], sendo implementada, caso se venha a concluir pela sua viabilidade e adequação e após terem sido obtidas todas as autorizações exigidas, previsivelmente, durante o segundo trimestre de 2022”, concluiu.

Os restantes acionistas da Greenvolt são a V-Ridium (9,23%), a Nationale-Nederlanden (2,82%), o Santander Asset Management (2,61%), a Actium Capital (2,52%), de Paulo Fernandes e a Livrefluxo (2,12%), de Domingos Matos, ambos administradores da Altri.

A Altri tem como principal acionista a Promendo (18,67%), a Caderno Azul (15,11%), a Actium Capital e a Livrefluxo (13% cada), e a 1 Thing Investments (10,01%), de acordo com o ‘site’ do grupo. 

 

ALYN // JNM

By Impala News / Lusa

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