Acionistas da Prisa aprovam compra da TVI pela Cofina

Os acionistas da Prisa aprovaram hoje a venda da Vertix, que detém a maioria da Media Capital, à Cofina, em assembleia-geral extraordinária, em Madrid, segundo um comunicado enviado à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhola.

Acionistas da Prisa aprovam compra da TVI pela Cofina

Acionistas da Prisa aprovam compra da TVI pela Cofina

Os acionistas da Prisa aprovaram hoje a venda da Vertix, que detém a maioria da Media Capital, à Cofina, em assembleia-geral extraordinária, em Madrid, segundo um comunicado enviado à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhola.

Na mesma nota, a empresa deu conta da aprovação de todos os pontos colocados à votação, incluindo o segundo, que dá ‘luz verde’ à operação.

Assim, foi aprovada a “alienação da Vertix”, que acordou com a Cofina, dona do Correio da Manhã, “um contrato de compra e venda de 100% das ações em que se divide o capital social da Vertix, o que implica a transmissão direta de 94,69% do capital social do grupo Media Capital”, que detém a TVI, lê-se no comunicado.

“Este contrato de compra e venda, que foi alterado em alguns aspetos, com o objetivo de conferir maior certeza à execução da operação, através de uma adenda datada do dia 23 de dezembro de 2019, encontra-se sujeito ao cumprimento de determinadas condições suspensivas”, incluindo a aprovação do mesmo em assembleia-geral.

Fica agora o Conselho de Administração da Prisa mandatado para levar a cabo as operações necessárias à conclusão da operação.

Também hoje os acionistas da Cofina vão reunir-se para debater dois pontos: “deliberar sobre a alteração da redação do n.º 2 do artigo 4.º dos estatutos da sociedade, autorizando o Conselho de Administração para aumentar o capital social da sociedade, com definição de condições de exercício da referida autorização”, e um outro ponto com mais alterações estatutárias, nomeadamente sobre o funcionamento da administração.

A Cofina vai realizar um aumento de capital de até 85 milhões de euros para comprar a Media Capital.

Em 30 de dezembro, a Autoridade da Concorrência (AdC) anunciou a sua não oposição à compra da Media Capital pela Cofina, que era uma das condições da dona do Correio da Manhã para o sucesso da oferta.

No anúncio preliminar de lançamento da oferta pública de aquisição (OPA), a Cofina fez depender o sucesso da operação de um conjunto de condições prévias, entre as quais a não oposição por parte da AdC, a autorização da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), a aprovação, pela assembleia-geral da espanhola Prisa, da transação, bem como a aprovação e execução de um ou mais aumentos de capital social da dona do Correio da Manhã para financiar a compra da Media Capital.

Em 23 de dezembro, a Cofina anunciou ter acordado com a Prisa a redução do preço da compra em 50 milhões de euros face aos 255 milhões de euros [‘enterprise value’] comunicados em 21 de setembro.

Ou seja, o preço de aquisição é agora de 123,29 milhões de euros, o que corresponde a um ‘enterprise value’ (inclui a dívida da dona da TVI) de 205 milhões de euros.

Pela transação, a Prisa irá receber 123,9 milhões de euros, menos 27% do que o previsto inicialmente, o que representa um prejuízo para a editora do El País de 54,3 milhões de euros nas suas contas relativas aos primeiros nove meses do ano.

A venda da Media Capital está também condicionada à renúncia por parte de vários credores financeiros da Prisa.

O grupo Cofina detém, além do Correio da Manhã e do Record, a CM TV, o Jornal de Negócios, a revista Sábado, entre outros títulos.

Por sua vez, a Media Capital conta com seis canais de televisão e a plataforma digital TVI Player. Além da TVI, canal generalista em sinal aberto, conta com a TVI24, TVI Reality, TVI Ficção, TVI Internacional e TVI África.

A Media Capital tem também rádios, onde se inclui a Comercial.

A Cofina estima que a compra da dona da TVI esteja concluída no primeiro trimestre deste ano e que represente sinergias de 46 milhões de euros.

 

 

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