Direção-Geral de Saúde diz que «nada falhou» na prevenção e controlo da infeção

Já foram detetados 19 casos de Legionella no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, desde dia 31 de outubro. Número tende a subir.

Direção-Geral de Saúde diz que «nada falhou» na prevenção e controlo da infeção

Direção-Geral de Saúde diz que «nada falhou» na prevenção e controlo da infeção

Já foram detetados 19 casos de Legionella no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, desde dia 31 de outubro. Número tende a subir.

A diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, afirmou este sábado que «nada falhou» na prevenção e nas medidas de controlo da infeção com a bactéria “Legionella” no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, onde nos últimos dias foram detetados 19 casos positivos.

«Não falhou nada. (…) Há um equilíbrio entre o que conseguimos fazer para contrariar a Natureza e a própria Natureza”, disse hoje a responsável em conferência de imprensa, em Lisboa, acrescentando que “nem sempre as melhores medidas conseguem contrariar esta dinâmica das bactérias».

De acordo com a diretora-geral de Saúde, existem 19 casos diagnosticados desde o dia 31 de outubro, estando internadas no São Francisco Xavier 16 pessoas infetadas com a bactéria ‘Legionella pneumophila’, duas delas na unidade de cuidados intensivos, uma outra numa unidade privada de saúde e outra ainda, que teve alta em 31 de outubro.

Graça Freitas explicou que o Hospital São Francisco Xavier «tem um programa de vigilância rigoroso «para controlar bactérias na rede de água», mas que «mesmo assim elas conseguiram encontrar condições para se desenvolver».

Mas sublinhou que foi feito «tudo o que é importante»: «primeiro, tratar os doentes, detetar a situação, perceber se há um surto, tomar medidas corretivas e quebrar a cadeia de transmissão».

A presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (CHLO), Rita Pérez, especificou que o São Francisco Xavier faz análises regulares aos pontos críticos para este tipo de bactérias e que as mais recentes, de outubro, deram negativo.

«O Hospital tem o seu plano de prevenção para estes eventuais casos. São feitas análises: umas de 15 em 15 dias, outras de mês a mês e outras de três em três meses. Todas elas no mesmo sentido. Nos pontos mais críticos são feitas de 15 em 15 dias, que são as tais torres de refrigeração. (…) Nas análises aos pontos mais críticos, as últimas são de outubro, e deram negativo», disse Rita Pérez.

Nos últimos dois anos, acrescentou a responsável do CHLO, o São Francisco Xavier teve 27 casos de «legionella», ainda que se tenha tratado de casos isolados, de pessoas que foram internadas de outros locais já com a doença.

Rita Pérez explicou ainda o porquê de a Direção-Geral de Saúde não ter dado mais cedo o aviso de «legionella» no São Francisco Xavier.

«O primeiro caso foi a 31 de outubro e foi imediatamente notificado (…). Só ontem [sexta-feira] apareceram outros dois casos. Só ontem é que poderíamos ter uma perceção que estávamos com casos a mais e notificamos a Direção-Geral de Saúde», disse a responsável do CHLO.

Já com o registo de três casos no hospital, as autoridades de saúde realizaram «uma investigação epidemiológica com duas linhas distintas», completou Graça Freitas.

«Uma das linhas é clínica, baseada nos doentes, e outra é uma investigação ambiental. A dos doentes apontou para que um foco possa estar aqui [no São Francisco Xavier]», afirmou a diretora-geral de Saúde, acrescentando que havia relação entre os infetados, um deles funcionário da própria unidade.

Canalização do Hospital São Francisco Xavier infetada

Com base nessa pista, a equipa que investigou a vertente da água conduziu análises na rede do hospital, enviou-as para o Instituto Ricardo Jorge, e estas apresentaram ‘legionella’.

«Este é um dado ainda preliminar, requer cultura, e dentro de duas semanas teremos os resultados dessas culturas. Mas sim, existe um possível foco na água deste hospital. Pelas análises feitas na noite passada, a pista apontou para aqui», explicou.

A rede de água do São Francisco Xavier vai, assim, ser submetida a um choque térmico – a altas temperaturas – ou um choque químico – com injeções de cloro – para matar as bactérias.

 

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