Covid-19: Quase 300 cabo-verdianos deixaram hoje quarentena obrigatória sem sintomas

Quase 300 cabo-verdianos concluíram hoje a quarentena obrigatória que cumpriam em hotéis da Praia e do Sal, depois de regressarem de Portugal, França, Estados Unidos e Brasil, sem apresentarem sintomas de covid-19, segundo o Director Nacional de Saúde.

Covid-19: Quase 300 cabo-verdianos deixaram hoje quarentena obrigatória sem sintomas

Covid-19: Quase 300 cabo-verdianos deixaram hoje quarentena obrigatória sem sintomas

Quase 300 cabo-verdianos concluíram hoje a quarentena obrigatória que cumpriam em hotéis da Praia e do Sal, depois de regressarem de Portugal, França, Estados Unidos e Brasil, sem apresentarem sintomas de covid-19, segundo o Director Nacional de Saúde.

“As 292 pessoas que estavam em quarentena obrigatória, quer na Praia quer no Sal, saíram de quarentena. De constatar que nenhum deles apresentou nenhum sintoma condizente com covid-19, o que para nós é muito satisfatório”, disse Artur Correia, ao anunciar, na conferência de imprensa diária das autoridades sanitárias, mais um dia sem novos casos positivos da doença.

De acordo com o Nacional de Saúde, permanecem em quarentena apenas casos suspeitos de pessoas que se deslocaram entre ilhas.

Cabo Verde mantém assim sete casos confirmados de covid-19, provocada por um novo coronavírus, entre as ilhas da Boa Vista (4), de Santiago (2) e São Vicente (1).

O Diretor Nacional de Saúde acrescentou que até ao momento já foram testadas “quase uma centena de pessoas” no arquipélago, para os sete casos de covid-19 confirmados.

“Cada vez mais vamos pesquisar mais casos suspeitos. Estamos a correr atrás do vírus e para identificar eventuais casos suspeitos. Portanto, é natural que venham a aparecer mais casos suspeitos”, afirmou Artur Correia.

Aguardam-se atualmente resultados de análises a oito casos suspeitos, um dos quais uma criança com um quadro de pneumonia.

“Se tiver que acontecer, que aconteçam o mais tarde possível”, insistiu, referindo-se à estratégia de retardar a pandemia no arquipélago, que afirma estar a ser conseguida através da aplicação de medidas restritivas e de distanciamento social que a população “abraçou”.

O primeiro caso de covid-19, registado na ilha da Boa Vista, um turista inglês de 62 anos que acabou por morrer, foi confirmado em 20 de março e o último, uma cidadã chinesa de 56 anos residente em São Vicente, em 03 de abril.

Os quatro cidadãos infetados que permanecem em Cabo Verde – um turista inglês e outra dos Países Baixos regressaram, entretanto, aos países de origem – estão estáveis.

Um dos casos na cidade da Praia, explicou Artur Correia, testou duas vezes negativo para covid-19 e já teve alta hospitalar.

Cabo Verde cumpriu hoje 11 dias, de 20 previstos, de estado de emergência para conter a pandemia provocada pelo novo coronavírus, com a população obrigada ao dever geral de recolhimento, com limitações aos movimentos, empresas não essenciais fechadas e todas as ligações interilhas e para o exterior suspensas.

Questionado pelos jornalistas, Artur Correia disse que ainda “é muito cedo” para se pronunciar sobre a necessidade de prorrogar o estado de emergência em Cabo Verde.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

PVJ // PJA

By Impala News / Lusa

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