Covid-19. São estes os grupos prioritários de vacinação em Portugal

A vacina deverá chegar a Portugal em janeiro, será gratuita, facultativa e administrada pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Covid-19. São estes os grupos prioritários de vacinação em Portugal

No final de mais uma reunião no Infarmed, em Lisboa, a ministra da Saúde, Marta Temido, e o primeiro-ministro, António Costa, apresentam esta quinta-feira o plano nacional de vacinação contra a covid-19. A vacina deverá chegar a Portugal em janeiro, será gratuita, facultativa e administrada pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O Executivo estima que o montante gasto nas vacinas possa chegar aos 200 milhões de euros em Portugal. Relativamente às doses, podem ser necessárias mais de 22 milhões das mesmas.

“É mais um passo de um trabalho que começou há muitos meses”, afirmou Marta Temido, na apresentação. A ministra recordou que Portugal está desde junho a acompanhar o processo da União Europeia no desenvolvimento das vacinas.

Após a intervenção da ministra da Saúde, falou o presidente do Infarmed, Rui Ivo, que explicou como tem sido feito o processo de aquisição e avaliação da vacina. Foram criados dois pilares de ação: garantir a quantidade necessária das vacinas, através de acórdãos de aquisição, e a adaptação de regras de avaliação. O presidente do Infarmed disse ainda que existem seis acórdãos pela Comissão Europeia, recordando que o primeiro foi feito a 14 de agosto com a Astrazeneca, em 6,9 milhões de doses para o País. São ainda 4,5 milhões de doses da vacina da Johnson & Johnson, 4,5 milhões da vacina da Pfizer e 1,8 milhões de doses da vacina da Moderna.

São estes os grupos prioritários

A vacina contra a covid-19 tem como objetivo reduzir a mortalidade e os internamentos em unidades de cuidados intensivos, bem como controlar surtos, minimizando o impacto na economia do País e no Serviço Nacional de Saúde, disse Francisco Ramos, coordenador da task force para o Plano de Vacinação contra a covid-19.

No primeiro grupo prioritário estão as pessoas com 50 ou mais anos com doenças graves, como doença respiratória, insuficiência renal, insuficiência cardíaca ou doença coronária, bem como os profissionais de saúde, mais especificamente os que trabalham em serviços críticos. Residentes em lares e cuidados continuados estão também incluídos.

Na primeira fase, entre janeiro e abril, serão vacinadas 950 mil pessoas.

Numa segunda fase, serão então vacinadas as pessoas com mais de 65 anos sem qualquer doença associada, bem como as pessoas dos 50 aos 74 com doenças pertencentes a um leque vasto como diabetes, obesidade e hipertensão. Já nesta fase, serão vacinadas 1,8 milhões de pessoas.

“O resto da população” será vacinada numa terceira fase.

Vacinação será feita em centros de saúde

A vacinação contra  a covid-19 será levada a cabo em mais de 1200 centro saúde, mas também em lares e unidades de cuidados continuados, sendo administrada por equipas de enfermagem.

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