Caso real | «Parti as costelas à minha filha para não morrer sufocada com uma cereja»

A minha filha já é adolescente, mas nunca me vou esquecer daquele dia em que quase a perdi… Tinha ela dois anos e meio.

Caso real | «Parti as costelas à minha filha para não morrer sufocada com uma cereja»

Quando nasce um filho, todo o cuidado é pouco. Ouvi isto vezes sem conta durante anos, antes de ser mãe. Num segundo pode acontecer o mais grave dos acidentes mesmo com a criança a um palmo de nós.

Com este testemunho não quero que as mães passem a viver em constante preocupação e obsessão pelos filhos. Mas todo o cuidado é pouco… mesmo! Há que estar sempre em alerta, SEMPRE! A minha filha já é adolescente, mas nunca me vou esquecer daquele dia em que quase a perdi… Tinha ela dois anos e meio.

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Normalmente, as grandes preocupações com a comida ocorrem nos primeiros dois anos, eles não mastigam bem, não têm os dentes todos… Depois disso vem o medo de se engasgarem com algo, quer seja alimento ou objeto. Mas a minha menina até era cuidadosa, nunca foi de colocar coisas na boca.

Um dia estávamos a jantar os três, eu, ela e o meu marido, e a sobremesa era cerejas. Adoramos cerejas! Como sou um bocado mãe-galinha (e até prefiro ser assim), cortava sempre as cerejas ao meio para tirar o caroço e só depois lhe dava. Claro que a tigela chegava à mesa e ficava afastada dela. Só lhe dava um pratinho com aquelas que já estavam arranjadas.

Não foi uma fratura profunda

Mas naquele dia, que se tornou inesquecível, ela conseguiu chegar às cerejas e meteu imediatamente uma na boca. Acreditem, foi tudo tão rápido que eu só tive tempo de gritar e levantar-me para tentar salvá-la. A cereja ficou entalada na garganta e ela não conseguia respirar! QUE NERVOS! Nem palmadinhas nas costas, nada resultou. Apertei com tanta força por baixo do peito que aquilo saltou para o meio do chão. E aí desatou a chorar… Tinha partido uma costela à minha própria filha! Que desespero…

Chamámos a ambulância e só acalmei quando o médico nos informou que não era uma fratura profunda e que eu tinha feito o que era necessário numa situação daquelas. A recuperação foi lenta, mas o que importa é que salvei a minha filha de morrer sufocada com uma cereja! Por isso… Nunca julguem os outros, porque tudo pode acontecer mesmo à nossa beira!

Texto: Isabel Guimarães

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